COTIDIANO

Escassez do mandi estimula realização de seminário sobre a questão em Sena Madureira

 


Cleber Borges

Sena Madureira - O tradicional Festival do Mandi do município de Sena Madureira, que estava programado para os dias 19 e 20 deste mês, foi adiado para o próximo final de semana. A escassez do peixe no município, dentre outros motivos, teria sido a causa do adiamento da festa.

Diante da situação, a prefeitura de Sena buscou parceiros como a Seater, Fundação Elias Mansour e a organização ambientalista internacional WWF para discutir a questão. Decidiu-se, a partir daí, a realização do primeiro Seminário de Gestão de Águas para debater o ordenamento pesqueiro e gestão participativa da pesca, tanto em Sena como no município vizinho de Manoel Urbano.

Amanhã, 17, e sexta-feira, 18, gestores dos dois municípios, educadores, lideranças ambientais, membros de colônias de pescadores e de sindicatos dos trabalhadores rurais estarão participando de calorosos debates acerca da questão no salão paroquial. Para abrir a discussão com a população dos municípios localizados na calha do rio Purus no Estado do Amazonas como Boca do Acre, Lábrea e Pauini, o prefeito Nilson Areal - idealizador do seminário - resolveu convidar também representantes dessas localidades para o evento.

No seminário serão expostas iniciativas como a experiência de gestão (Comitês de Bacias), comercialização e realidades transfronteiriças em outras bacias e de recursos hídricos em outras regiões da Amazônia, contando com a contribuição do MAP, WWF/Brasil, Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM), Projeto do Instituto Piagaçu (IPI), Secretaria de Desenvolvimento Sustentável do Estado do Amazonas (SDS), Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), SEATER e secretarias municipais de Meio Ambiente.

O Prefeito Nilson Areal (PL), grande incentivador da discussão, diz que o ponto forte desta mobilização se dará com a capacitação de gestores, educadores e lideranças do Alto Purus no que diz respeito à replicabilidade de experiências bem sucedidas na Amazônia. “A piracema do Mandi não está chegando em Sena porque está havendo pesca predatória no médio e baixo Purus”, diz Nilson Areal, explicando ainda que, para realizar a Festa do Mandi do ano passado teve que comprar mais de três toneladas do pescado em Boca do Acre.

 

 
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