COTIDIANO

Serviços melhoram vida de deficientes

Próteses modulares oferecem mais conforto e segurança para quem tem deficiência física e quer levar uma vida normal

Juracy Xangai
Prótese articulada imita o movimento humano e facilita a locomoção


Juracy Xangai

Seis Técnicos da Oficina de próteses de Rio Branco estão fazendo cursos de melhoria profissional no Mato Grosso e São Paulo para melhorar a qualidade do atendimento que vem sendo prestado aos deficientes físicos do Acre, sul do Amazonas, noroeste de Rondônia e até da Bolívia e Peru.

Pelo menos 15 pacientes recebem atendimento diariamente na oficina onde são fabricadas próteses de pés, pernas e até mãos, além de aparelhos corretivos para vitimas de acidentes como também para pessoas que nasceram ou desenvolveram problemas de mobilidade.

A oficina iniciada há mais de 20 anos pela irmã Úrsula fabricando próteses de madeira, tornou-se referência ma Amazônia pela qualidade de seu trabalho. O Desenvolvimento técnico fez com as próteses de madeira hoje sejam coisa do passado e as de fibra que as substituíram já começam a perder espaço para as próteses articuladas que imitam os movimentos do corpo humano oferecendo maior conforte e segurança aos seus usuários.

“Com as próteses articuladas os pacientes ganham uma qualidade de vida muito superior do que a que tinham com as de fibra de vidro. Fabricadas em aço e alumínios elas são muito mais leve e mais seguras que as antigas”, explicou o gerente da Oficina Ortopédica da Fundação Hospitalar, Raimundo Oceano que já trabalha na casa há mais de 20 anos.

Essa qualidade no atendimento aos pacientes não era possível na rede pública, até bem recentemente porque as peças e componentes dessas próteses tinham de ser importadas a um custo muito alto. A situação mudou graças à pesquisa e investimento das empresas brasileiras Polior e Ortopahuer que além de fabricarem os elementos aqui mesmo no Brasil ainda oferecem treinamentos para os técnicos que trabalham no atendimento ao público.

“Graças ao apoio da Fundação Hospitalar em Parceria com a Secretaria Estadual de Saúde e o gabinete do senador Siba Machado, nós temos conseguido participar de cursos e treinamentos que estão dando aos nossos técnicos melhores condições para atender as necessidades dos deficientes físicos que necessitam de nossos serviços”, afirmou Raimundo Oceano.

Próteses transfemurais

Montada para atender às vítimas da hanseníase, a oficina ortopédica tem hoje nas vítimas de acidentes de trânsito, especialmente motos, sua principal clientela. As próteses transfemurais articuladas permitem substituir mecanicamente as funções antes exercidas pelo joelhos nos movimentos de caminhada ou descanso.

“Neste momento nossos técnicos estão se preparando para poder fazer a instalação de próteses transtibiais. Enquanto isso já estão sendo realizadas as licitações para a compra dos equipamentos que permitirão realizarmos esses serviços no Acre até o mês de outubro”, informou Oceano.

Qualificação

Seis dos 13 técnicos da Oficina Ortopédica estão participando dos cursos fora do Estado. Sua saída sobrecarregou os que ficaram, pois é necessário manter a qualidade no atendimento. “Quando estes foram fazer cursos, os outros garantiram a continuidade do trabalho, todos fazem isso satisfeitos porque quando chegam passam as novas técnicas para os demais membros da equipe e assim todo mundo sai ganhando”.

Três técnicos estão no Centro de Reabilitação Dom Aquino Correia, em Cuiabá, instituição especializada na produção de próteses e orteses, com destaque para os coletes corretivos para problemas de coluna. Outros três estão no Centro de Pesquisa Laura d Souza Lima, em Bauru o Estado de São Paulo, onde se fabricam calçados ortopédicos e equipamentos corretivos de última geração que logo estarão à disposição dos pacientes acreanos.

 

 
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Rio Branco-AC, 17 de agosto de 2006
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Da Redação
 
 
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