| COTIDIANO | |
Acre enfrenta os dias mais quentes do ano Calor desgastante é reclamado por algumas pessoas enquanto outras aproveitam para buscar lazer e até mais lucro |
|
|
Por volta das 14 horas de ontem, os termômetros marcavam a temperatura de 36 graus Celsius na capital, com a sensação de 38 graus. A umidade relativa do ar estava em 41%, ao passo que o Índice Ultravioleta (IUV) chegava à categoria 11, considerada extrema pelos meteorologistas. Os dados - fornecidos pelo site Canal do Tempo - confirmam que o Acre tem enfrentado neste mês os dias mais quentes do ano. Nem é preciso, portanto, ser um bom conhecedor da climatologia para entender que a informação é verídica. A população está, literalmente, sentindo na pele o calor excessivo que assola a cidade. “Ficar dentro de casa é impossível. Não tem quem agüente o calor que está fazendo”, declarou o estudante Romário Vieira, 16. O estudante e mais uma dúzia de moradores do bairro Mauri Sérgio todos os dias vão até o Igarapé Judia só para “ficar de molho dentro da água”, como eles mesmo dizem. Os banhos no afluente do rio Acre acontecem entre os intervalos de 12 até as 16 horas, considerados os mais quentes. “Assim que acaba a aula vou para casa, almoço e já visto uma roupa de banho para cair nessa água gelada. Só assim consigo sossegar”, completou. Quem não possui a mesma opção que os moradores do Mauri Sérgio driblam o calor como podem. Os trabalhadores, por exemplo, têm adotado cada vez mais as sombrinhas para sair de casa sem ser tão incomodados pelo sol. Água de coco, o alívio imediato Uma sombra acompanhada de um copo com água de coco bem gelada: o alívio imediato das horas quentes. A esse recurso o acreano vem se apoiando nos dias de calor intenso, dando cada vez mais espaço para os vendedores de coco da cidade. Em carrinhos apropriados, de onde a água já sai gelada, eles estão espalhados no centro da cidade, no bairro Bosque e em outros pontos comerciais de grande movimentação. Kátia Gomes, 26, que trabalha no estacionamento de um supermercado, é contratada da firma Sabor do Coco. Ela conta que chega a vender 200 copos de água de coco, de 200 ml, somente em uma manhã. “Tem dias em que a movimentação é tão grande que as pessoas formam fila em volta do carrinho”, destacou. Para os mais sedentos, a vendedora diz que oferece ainda as opções de 300, 600 e 1.200 mililitros de água de coco. Os preços variam de R$ 1 a R$ 6. Verão amazônico estimula a venda de iscas, mas produto não resiste à elevada temperatura O número de pescadores que visitam o comércio de minhocas na capital tem aumentado, mas a demanda não tem tido resposta recíproca. O forte movimento que prometia alavancar as vendas de iscas, na verdade, tem deixado seqüelas negativas. “Não há minhocas suficientes para atender a procura”, anuncia a vendedora Arleide Dias Santos, 33. Há cerca de uma semana, a vendedora - estabelecida no bairro Taquari - tem se visto em uma situação difícil perante os compradores de minhoca. A boa época para a pescaria chegou. O produto está cada vez mais difícil. E com a forte procura que vem tendo é possível que não haja mais uma isca sequer à venda daqui para o fim do mês. Arleide explica que a falta de minhocas está ligada ao período de estiagem. É que o verme necessita de terra úmida para sobreviver. Os mais frágeis morrem com o solo seco e os mais resistentes se deslocam para o lugar mais fundo da terra, onde há umidade. “Quanto mais elas descem, mais difícil se torna para os arrancadores as alcançarem”, destacou. Como conseqüência, hoje para comprar é preciso ligar para o Disk Minhocão com uma antecedência de pelo menos dois dias e reservar a quantidade que se pretende comprar. E a minhoca adulta - aproximadamente 40 centímetros -, que até poucos meses atrás podia ser comprada a R$ 0,30, hoje não sai por menos de R$ 1,20. “Tem dia que o cliente sai daqui de mãos abanando porque os arrancadores que vão para campo buscar minhocas trazem 10 ou 15 no máximo. É muito pouco. Um cliente só leva esse número”, destacou. Chuva depois do sol De acordo com os especialistas do site Clima Tempo, as chuvas que vêm ocorrendo no Estado nos fins de tarde são conseqüência da temperatura alta e da umidade do ar elevada. O sol que predomina no Acre durante toda a manhã até o início da tarde é o mais influente causador das pancadas de chuvas. |
|
|
|
| COTIDIANO |
| COLUNAS |
| EDITORIAL |
| ENTREVISTA |
| ESPECIAL |
| ESPORTE |
| POLÍTICA |
| OPINIÃO |
| VIA PÚBLICA |
| VARIEDADES |
| EDIÇÕES |
| EXPEDIENTE |
| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
| |