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Marcos Inácio Fernandes * |
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O orelhão da Emater “A abelha logo acha a doçura para a colméia e a víbora, a amargura para o veneno. O caráter de alguns é tão desgraçado que, entre mil qualidades, encontrarão um único defeito e o criticarão e o aumentarão”. Baltasar Gracian (1601-1658) – A Arte da Prudência As víboras da oposição são imprudentes. Vivem destilando o seu veneno e as suas amarguras tentando, embalde, desqualificar as ações do nosso governo, recorrendo de forma, contumaz e leviana, a realçar só o que falta - “entre mil qualidades, encontrarão um único defeito e o criticarão e o aumentarão” - como bem captou Baltazar Gracian na sua Arte da prudência ainda no século XVII. A leitura dessa obra clássica da política seria recomendável a nossa “oposição zoológica”, embora a gente saiba que o “caráter de alguns é tão desgraçado”, que não há leitura que possa demovê-los de suas condições de “DELINQÜENTES FILOSÓFICOS”. Eles mentem, roubam, difamam, caluniam, intrigam, delatam e atraiçoam por uma opção de vida é uma questão de caráter - fazer o que!! A gente não pode fazer quase nada por esses “amargurados” a não ser dispensar-lhes o sentimento de pena e desprezo, entretanto, o respeito pela opinião pública e pela reposição da verdade nos obriga a rebater algumas “matérias jornalísticas” da Assessoria de Imprensa da candidatura oposicionista do Márcio Bittar. Este artigo tem essa finalidade. Por que o “Orelhão da EMATER”? Porque quando assumimos o governo, em 1999, era só o que estava funcionando na EMATER, na CAGEACRE e no Setor Público Agrícola de forma geral. Naquele ano o governo teve que criar uma Secretaria Executiva (a SEATER-GP) para abrigar a EMATER e CAGEACRE, que estavam inadimplentes e sucatedas. O quadro era esse: servidores com 3 meses de salários atrasados, 34,6 milhões de dívidas (trabalhistas, encargos patronais e com fornecedores); 2 escritórios da EMATER e 1 armazém da CAGEACRE penhorados pela justiça e que foram repassados para o INSS para quitação de débitos previdenciários; a EMATER tinha 1 convênio com o PRONAF; 55 técnicos em campo imobilizados sem condições de trabalho e 1 orelhão (telefone público da Teleacre) funcionando. Os armazéns da CAGEACRE transformaram-se em quadras de esporte e salão de forró e o Frigorífico estava desativado. Ainda no 1º ano de governo, num extraordinário esforço de reconstrução, renegociamos as dívidas (REFIS), saldamos os compromissos com fornecedores, recuperamos os armazéns e o frigorífico e voltamos a prestar os serviços de ATER, escoamento da produção e armazenagem. Fizemos mais do que recuperar as instalações físicas dos nossos armazéns e escritórios. No caso da CAGEACRE, que diga-se de passagem, é a única Companhia Pública de Armazenagem no Brasil, pois nos demais Estados da Federação esse serviço foi privatizado, a tarifa de armazenagem permanece congelada desde 1999, e não cobre os custos operacionais. Ademais o nosso governo estabeleceu um subsídio de 70% de desconto na tarifa para os agricultores familiares através de suas associações, que pagam apenas 18 centavos por mês, por saco de 50kg, enquanto os demais produtores, mais capitalizados, pagam 60 centavos/mês. Essa é a realidade, mas a versão da Assessoria da Frente da Cidadania, publicada nos jornais, colocou na boca de um produtor da Vila Campinas, um tal de Antonio Manoel da Silva, que “falta apoio do governo à agricultura e que perdeu 10 toneladas de milho devido à falta de condições de escoamento e do alto custo de armazenagem”. É uma leviandade, que só se explica pela desinformação e/ou má fé. Eu tenho certeza que são as duas coisas. Uma informação adicional sobre o tema “Armazenagem” é que todos os produtores familiares pagam suas tarifas em dia, havendo pendências de pagamento apenas com alguns grandes produtores. Por fim, quem achar que a produção no Estado não aumentou e que a vida não melhorou para os produtores familiares e os servidores públicos que prestam serviços na área rural, que venham a SEATER. Venham a SEATER e lhes mostraremos os números da produção, os investimentos feitos (mais de 3,7 milhões só nosso serviço), os números do crédito rural (mais de 300 milhões aplicados entre 1999 e 2006, contra 46 milhões entre 1991 e 1998). E também mostraremos o ORELHÃO, que continua afixado na nossa parede, embora hoje seja um bem supérfluo e desnecessário, pois contamos com uma central telefônica moderna, 43 telefones fixos, 18 telefones celulares e 6 telefones globalstar. O orelhão, entretanto, vai continuar no seu local para avivar a memória dos incautos e dos ingratos e para nos estimular a continuar lutando pela permanência e consolidação do nosso projeto político. * Secretário da Seater e militante do PT |
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