VARIEDADES

Luz, câmera, ação!

Catac oferece terceira edição da Oficina Antropofágica de Cinema, com obras nacionais e estrangeiras

 


Andréa Zílio

É hora de cinema, de apreciar, debater, aprender e ensinar sobre grandes obras da sétima arte. É isso mesmo. Afinal, está acontecendo mais uma Oficina Antropofágica de Cinema, realizada pelo Centro de Antropologia do Teatro e Antropofagia do Cinema (Catac). O local escolhido foi a Usina de Artes João Donato, sempre a partir das 19 horas.

A Oficina que está em sua terceira edição, começou no último dia 10, com quatro dias dedicados a obras brasileiras. Foram exibidos filmes de Paulo Thiago, Suzana Amaral, Lúcia Murat e Domingos de Oliveira. O público maior, de estudantes do ensino médio.

Desde a última terça-feira, até o dia 8 de dezembro, quando termina a Oficina, os filmes estrangeiros com grandes nomes do cinema entram em cena. Cada semana, um nome diferente. E para unir-se ao público, o convite se estende aos acadêmicos.

Nesta semana é Charles Chaplin que está dando o ar de sua graça, ou melhor, de seu talento. E Gerson Albuquerque esta presente em cada exibição para comentar e debater. Além deste, virão obras de Roberto Rosselini, com comentários da professora, diretora de teatro e artista plástica Laélia Rodrigues.

Mas não pára por aí, obras de Alfred Hitchcock, serão comentadas pelo comunicador Max Heitman, nas sessões de Akira Kurosawa estará o mestre em filosofia João Lima. E Stanley Kubrick terá uma abordagem feita pelo professor de Física, Luiz Eduardo Pedroso.

Diferencial – Neste ano a Oficina Antropofágica traz um diferencial, que é apostar na leveza. Se alguém está se perguntando como isso é possível, os cinéfilos, organizadores do projeto, dizem que basta comparar a programação do ano passado com a atual. São os filmes clássicos que ganham a telona. E neles, brasileiros e estrangeiros dividem espaço.

O projeto iniciou com Flávio Kactus, que hoje atua como consultor artístico do Catac, mas é Isis Farias e toda a turma do projeto que administram a Oficina em sua terceira edição. Tarefa difícil, mas que vem sendo cumprida com êxito.

Quem faz – O Catac é uma ONG que há cinco anos desenvolve ações culturais voltadas para as linguagens do teatro e do cinema como meios de formação e informação de público. O objetivo é a ampliação de uma visão de mundo crítica através da arte, via libertária para a construção de novos cidadãos.

Mas o Catac não faz sozinho, na Oficina ele tem a importante parceria da BRASIL TELECOM. Nesses cinco anos de contínuas atividades o Catac investiu em parcerias sólidas como o Governo do Estado do Acre e a Secretaria de Estado de Educação – SEE, através do projeto NEC (Núcleo Estudantil de Cultura),

equipe de jovens que atua no Centro reconhece a importância dos parceiros, e Isis comenta que é graças a eles, que o trabalho continua. E se você ainda não conferiu o projeto de perto, participe. O evento é gratuito!

 

 
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Rio Branco-AC, 17 de agosto de 2006
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