COTIDIANO

Biocombustível sem prejudicar o meio ambiente

Brasil prevê produzir 30 bilhões de litros de etanol até 2015

Roosewelt Pinheiro-ABr
Ministra Marina Silva: aumento da produção sem afetar a floresta


Marcela Rebelo

Brasília - A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, disse ontem que é possível expandir o programa de biocombustíveis do país sem prejudicar o meio ambiente.

“No caso da realidade brasileira, temos uma meta de chegarmos a 2015 com uma produção de 30 bilhões de litros de etanol [álcool combustível]. E utilizamos uma quantidade muito pequena das áreas agricultáveis para a produção atual que temos”, afirmou Marina Silva em entrevista à Agência Brasil.

“Podemos aumentar a nossa produção sem que isso signifique avançar sobre a área de florestas e ainda fazendo um programa de recuperação de nascentes, de recuperação de área de preservação permanente, reduzindo os impactos ambientais em relação ao corte da cana [a principal matéria-prima do etanol no país], com novas tecnologias, utilizando a biomassa da cana, sobretudo o bagaço, para geração de energia”, completou.

Segundo ela, um grupo interministerial coordenado pela Casa Civil trabalha a certificação dos biocombustíveis de modo que a produção siga critérios de sustentabilidade socioambiental.

Em entrevista a emissoras de rádio parceiras da Radiobrás, a ministra ressaltou a importância de se considerar tanto a viabilidade econômica quanto a ambiental no país. Disse que é possível aumentar no Brasil o plantio de soja de forma sustentável.

“Em relação à questão da soja, o que temos trabalhado é no sentido que se tenha um programa de desenvolvimento sustentável para a agricultura brasileira”, afirmou. “E o Ministério da Agricultura está com essa incumbência de viabilizar, de acordo com a legislação brasileira, os meios para que as áreas já abertas possam ser consolidadas para o plantio da soja e para a pecuária, fazendo a recuperação de APP [área de preservação permanente], de reserva legal [porção da propriedade que deve permanecer com vegetação nativa], a fim de que não se tenha que abrir novas áreas.” (Agência Brasil)

 

 
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