| ENCARTE ESPECIAL | |||
A melhor idade para a paternidade A história de pais que ganharam um filho na época em que já esperavam pelos netos. Murilo e Nixiwaka mudaram a vida de Ribamar e Terri Aquino
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Com duas filhas adultas, uma de 32 e outra de 27 anos, e um neto de sete, José Ribamar Pinheiro de Almeida sentia a sensação de dever cumprido. Ex-delegado da Delegacia Regional do Trabalho, aposentado como advogado da União e separado já há 14 anos da primeira esposa, aos 60 anos ele foi pego de surpresa ao receber a notícia de que seria pai pela terceira vez. Murilo Augusto nasceu no último dia 14 de junho, com 49 cm e pesando quase quatro quilos, quando o pai já havia completado 61 verões. Após o choque inicial, Ribamar se viu como há 27 anos: babando a cria e jurando que o menino é sua fotocópia. “Foi complicado assimilar a notícia no início. Não esperava ser pai a essa altura da vida. Eu só curtia o meu netinho, Charlles Victor, cumprindo a minha missão de avô”, relata o ex-delegado. O nascimento de Murilo, no entanto, mostrou-lhe que para ser pai não existe idade certa. Todas as manhãs, é ele quem se levanta para ir buscar o menino em outro quarto para levá-lo para a cama do casal e ali ficarem brincando até o neném reclamar de fome. Se antes o discurso era o de que filhos estavam totalmente fora de cogitação, hoje Ribamar não se lembra de ter dito algo do tipo algum dia. “Ele morre de ciúmes do neném. Até mais do que a própria mãe”, entrega a babá.
Pai-avô - Outro “pai temporão” é o antropólogo Terri Valle de Aquino, o Txai (amigo, irmão). Aos 60, foi pai do oitavo filho, Nixiwaka, hoje com um ano e 11 meses. O menino, que é resultado da famosa miscigenação entre homem branco e índio (a esposa dele, Lilda, é uma legítima representante da etnia Yawanawá), tem uma diferença de idade de 30 anos em relação ao irmão mais velho. Um fato interessante é que o pequeno Nixiwaka nasceu poucos meses depois que o primeiro neto de Txai. “Aí ele mal deixou espaço pra eu curtir meu neto”, brinca. “Ele é um grande amor na minha vida. Veio trazer alegria para a minha casa, para o meu coração”, derrete-se o antropólogo, que assina a coluna semanal “Papo de Índio” neste matutino. Segundo ele, não há diferença no modo de tratar ou de amar cada um dos filhos. O sentimento é igual por todos. “Acho que filho sempre é o mesmo amor. Só depois de grandes é que eles nos dão trabalho”, ri o pai-avô. “Mas o fato é que Nixiwaka foi um grande presente de Deus para alegrar a minha maturidade, não digo nem velhice”, finaliza. Segundo o Portal da Família (www.portaldafamilia.org), tanto o Dia dos Pais quanto o das mães, ao que tudo indica, tiveram como idéia principal o fortalecimento dos laços familiares e o respeito por aqueles que nos deram a vida. Segundo a história, em 1909, em Washington, Estados Unidos, Sonora Louise Smart Dodd, filha do veterano da guerra civil, John Bruce Dodd, teve a idéia de comemorar o Dia dos Pais ao ouvir um sermão dedicado às mães. O pai da garota viu sua mulher falecer em 1898 ao dar à luz o sexto filho, sendo obrigado a criar o recém-nascido e outros cinco filhos sozinho. Orgulhosa de ver o pai superar todas as dificuldades sem ajuda de ninguém, Sonora, já adulta, enviou uma petição à Associação Ministerial de Spokane, cidade localizada em Washigton, Estados Unidos. E também pediu auxílio para uma Entidade de Jovens Cristãos da cidade. O primeiro Dia dos Pais norte-americano foi comemorado em 19 de junho de 1910, aniversário do pai de Sonora. A rosa foi escolhida como símbolo do evento, sendo que as vermelhas eram dedicadas aos pais vivos e as brancas, aos falecidos. A partir daí a comemoração se difundiu da cidade de Spokane para todo o Estado de Washington. Foi quando, em 1924, o então presidente Calvin Coolidge apoiou a idéia de um Dia dos Pais nacional e, finalmente, em 1966, o presidente Lyndon Johnson assinou uma proclamação presidencial declarando o terceiro domingo de junho como o Dia dos Pais (alguns dizem que foi oficializada pelo presidente Richard Nixon em 1972). No Brasil, a idéia de comemorar esta data partiu do publicitário Sylvio Bhering e foi festejada pela primeira vez no dia 14 de Agosto de 1953, dia de São Joaquim, patriarca da família. A data foi alterada para o segundo domingo de agosto por motivos comerciais, diferenciando-se da americana e européia. Em outros países Pelo menos onze países também comemoram o Dia dos Pais à sua maneira e tradição. Itália e Portugal - a festividade acontece no mesmo dia de São José, 19 de março. Apesar da ligação católica, essa data ganhou destaque por ser comercialmente interessante, embora os portugueses não dêem muita importância para essa comemoração. Reino Unido - No Reino Unido, o Dia dos Pais é comemorado no terceiro domingo de junho, sem muita festividade. Os ingleses não costumam se reunir em família, como no Brasil. É comum os filhos agradarem os pais com cartões, e não com presentes. Argentina - A data na Argentina é festejada no terceiro domingo de junho com reuniões em família e presentes. Grécia - Na Grécia, essa comemoração é recente e surgiu do embalo do Dia das Mães. Lá se comemora o Dia dos Pais em 21 de junho. Canadá - O Dia dos Pais canadense é comemorado no dia 17 de junho. Não há muitas reuniões familiares, porque ainda é considerada uma data mais comercial. Alemanha - Na Alemanha não existe um dia oficial dos Pais. Os papais alemães comemoram seu dia no dia da Ascensão de Jesus (data variável conforme a Páscoa). Eles costumam sair às ruas para andar de bicicleta e fazer piquenique. Paraguai - A data é comemorada no segundo domingo de junho. Lá as festas são como no Brasil, reuniões em família e presentes. Peru - O Dia dos Pais é comemorado no terceiro domingo de junho. Não é uma data muito especial para eles. Austrália - A data é comemorada no segundo domingo de setembro, com muita publicidade. África do Sul - A comemoração acontece no mesmo dia do Brasil, mas não é nada tradicional. Rússia - Na Rússia não existe propriamente o Dia dos Pais. Lá os homens comemoram seu dia em 23 de fevereiro, chamada de “o dia do defensor da pátria” (Den Zaschitnika Otetchestva). (FONTE: Portal da Família)
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