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Candidatos a prefeito apresentam proposta para administrar Rio Branco

Página 20 inicia hoje série de entrevistas com os quatro candidatos que disputam a prefeitura. Jornal fez opção por interagir com a sociedade e a comunidade na elaboração dos questionamentos sobre os projetos de cada um para a cidade a partir de 2009

 

O Página 20 inicia neste domingo uma série de entrevistas/diálogos com os candidatos a prefeito de Rio Branco, sobre suas propostas para a cidade, plano de governo e perspectiva de futuro, da próxima gestão, a ser iniciada em janeiro de 2009. O objetivo é discutir as questões em blocos, até o fim de setembro, sempre aos domingos, as propostas de cada um para melhorar a qualidade de vida da comunidade, num debate interessante que envolverá não apenas perguntas dos jornalistas da redação, mas interagindo com a sociedade, que, a partir da próxima semana, fará quatro perguntas a cada um dos candidatos.

O diretor-geral do Página 20, Elson Dantas, diz que o objetivo é dialogar com os leitores sobre os temas mais importantes da campanha eleitoral, que começa a partir desta semana a ser mais expressiva, com o início dos programas eleitorais gratuitos no rádio e na TV, a partir da terça-feira.
“Serão usadas duas páginas na principal edição do jornal para as entrevistas. Vamos começar pelo básico, perguntando aos candidatos por que eles decidiram entrar na disputa e quais os eixos de suas campanhas. Nas próximas semanas as perguntas serão feitas por algumas personalidades da cidade, dirigentes de entidades representativas do setor empresarial, sindicatos e organizações não-governamentais, além de autoridades, pessoas do povo e estudantes”, diz o diretor do jornal.

O objetivo, segundo o editor Tião Vitor, é ter na principal edição do jornal, aos domingos, “um pouco do que pensam os candidatos sobre a cidade, a partir dos questionamentos da sociedade sobre seus projetos de governo para a capital do Estado”.

A exemplo de como foi feito na semana passada, todas as perguntas serão encaminhadas aos candidatos às terças-feiras, via e-mail, para que eles possam ter prazo para as respostas, que devem ser entregues, também via e-mail, na sexta-feira pela manhã.

“Nós optamos por esse formato, por ter uma maior participação e interação da sociedade e dos nossos leitores, no lugar da entrevista tradicional, com perguntas e respostas feitas por um único repórter aos quatro candidatos. Trata-se de um modelo não usual, mas esperamos que agrade nossos leitores”, destaca Elson Dantas. Abaixo, as perguntas encaminhadas aos candidatos e suas respostas.


Angelim: “No segundo mandato, faremos muito mais”

Página 20 - Por que o senhor decidiu ser candidato a prefeito de Rio Branco?

Nos primeiros meses da nossa gestão, arrumamos a prefeitura, resgatamos sua credibilidade junto ao governo federal, firmamos parceria com o governo estadual, promovemos concurso público para dotar a prefeitura de um corpo técnico administrativo. Eu, pessoalmente, sinto-me muito mais experiente para num segundo mandato fazer muito mais do que conseguimos na atual gestão. Agradeço muito a Deus pelas oportunidades que tive na vida, como a de ser um profissional realizado no quadro de professores da Ufac e a de fazer parte de um projeto que vem realizando tantas transformações na vida política e administrativa do nosso Estado e particularmente da nossa capital, Rio Branco. Nosso povo é testemunha do quanto a cidade melhorou nos últimos quatro anos como fruto da ação coordenada em parceria do governo do Estado e da prefeitura. Quando assumimos a administração municipal, em janeiro de 2005, fazia praticamente oito anos que Rio Branco estava abandonada, com a maioria dos serviços essenciais não funcionando. Hoje, graças ao trabalho que estamos realizando, a população voltou a sentir orgulho de sua cidade. Sei que ainda temos muito a fazer, mas tenho consciência de que realizamos muito nesses três anos, sete meses e 16 dias em que estamos na prefeitura. Seria muito cômodo para mim dizer que cumpri meu dever e que agora vou cuidar apenas da minha família. Mas não sou homem de deixar serviço pela metade e por isso aceitei o desafio de ser prefeito por mais quatro anos para continuar cuidando bem da nossa cidade. Ela precisa de alguém que cuide com carinho de seus espaços e tenha um projeto voltado para a melhoria da qualidade de vida de todos os cidadãos. Eu e a Frente Popular já demonstramos com o nosso trabalho que temos total compromisso com a cidade e com o povo de Rio Branco, e confesso que pessoalmente tenho muito medo de a cidade voltar ao abandono em que estava quando assumimos a prefeitura.

Página 20 - Qual sua avaliação do processo eleitoral deste ano? Acredita que ele será tranqüilo?

Eu confio plenamente no equilíbrio, maturidade e eqüidade da Justiça Eleitoral. Sei que o Tribunal Regional Eleitoral é composto por pessoas preparadas e de conduta correta e que eles estarão atentos para garantir que o espírito democrático das eleições se manifeste plenamente. As eleições se constituem no grande momento para o povo se manifestar livremente se quer a continuidade das mudanças na cidade ou se quer arriscar numa aventura qualquer. Estou mais à vontade nessas eleições que nas outras, porque agora, graças a Deus, temos um legado de realizações e projetos em andamento para debater com a sociedade. Temos um plano construído com a participação direta da comunidade através dos conselhos populares, e todas as ações propostas são fruto das necessidades e carências apontadas pela própria comunidade. Com o início do horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão, a gente vai poder debater com maior profundidade as propostas que temos para os próximos quatro anos na prefeitura de Rio Branco.

Página 20 - O senhor tem um projeto para administrar Rio Branco. Quais são as prioridades desse projeto?

Uma das coisas que mais me orgulha nesse primeiro mandato como prefeito de Rio Branco foi ter recebido um prêmio como “Prefeito Amigo da Criança” pela Abrinq, a Associação Brasileira de Fabricantes de Brinquedos. Vale a pena ressaltar que o Brasil tem mais de cinco mil municípios, e que o trabalho que estamos realizando em atenção às crianças nos rendeu estar entre as cinco melhores cidades do país no que diz respeito à atenção às crianças. Isso não deixa dúvida quanto à nossa prioridade. É claro que vamos continuar fortalecendo a parceria com o governo do Estado para que todas as crianças de Rio Branco estejam em sala de aula e tenham ensino de qualidade. Não há projeto para o futuro mais importante que o de preparar a atual geração para os desafios vindouros. É por isso que nós defendemos que a base da sustentabilidade é a educação, como vem demonstrando com muita competência o governador Binho Marques e já demonstrou o ex-governador Jorge Viana. Vamos ampliar os cuidados com a cidade, é claro. Melhorar ainda mais o padrão de limpeza, chegar com asfalto e calçamento às ruas aonde ainda não chegamos, ampliar o atendimento à saúde e o saneamento básico em parceria com o governo e cuidar com carinho de cada espaço público da cidade. Mas, fundamentalmente, nosso grande projeto é cuidar das crianças para que tenhamos orgulho de nossos sucessores no futuro.

Página 20 - Por que o senhor acredita que seu projeto é o melhor para a cidade? E por que, com base nisso, o eleitor deve votar no seu nome?

Os argumentos que apresentei nas questões anteriores já respondem esta pergunta. Mas é importante que a população faça uma reflexão do quanto foi prejudicial para Rio Branco o fato de nossa cidade ter ficado exatamente oito anos sem uma administração preocupada com os problemas dela. Todos nós temos a capacidade de aprender com as experiências da vida. A cidade de Rio Branco foi bem cuidada quando Jorge Viana foi prefeito entre 1993 e 1996. Depois, a população arriscou numa aventura e a cidade passou oito anos abandonada. Coube a mim e à minha equipe trabalhar dia e noite, domingos e feriados, para resgatar a credibilidade da administração e devolver a auto-estima do povo. Minha opinião é de que o momento em que vivemos não permite novas aventuras. Por que trocar o certo pelo duvidoso? Se estamos fazendo uma boa administração, se a parceria com o governo do Estado e com o governo federal vem dando tão certo, o melhor para a população é que continuemos na prefeitura para melhorar ainda mais os resultados que já estamos conquistando. O povo de Rio Branco tem o direito a uma administração que trabalha todos os dias para deixar a cidade cada vez melhor para todos.

Petecão quer construir um novo projeto Político para Rio Branco

Página 20 - Por que o senhor decidiu ser candidato a prefeito de Rio Branco?

Somos contrários a qualquer tipo de imposição. A alternância do poder é fundamental para o exercício da democracia. Todos sabem que passei 12 anos na Frente Popular, mas a partir do momento que percebi que se tratava de um projeto voltado para fortalecer um único partido e que tinha virado as costas para o povo, então resolvemos trilhar nosso próprio caminho, buscando nas reais forças democráticas deste Estado, as oposições, a construção de um novo projeto político para Rio Branco, baseado no amor e na justiça social.

Quero ser prefeito de Rio Branco para, junto com o povo de minha terra, transformar a vida das pessoas nesta cidade. Construindo uma saúde que atenda as pessoas com respeito e dignidade, uma educação que possa ser transformadora, integral e oferecer oportunidades para os jovens, uma segurança que nos ofereça condições de viver sem medo em nossa cidade. E principalmente valorizar o cidadão de forma humana e democrática.

Página 20 - Qual a sua avaliação do processo eleitoral deste ano? Acredita que ele será tranqüilo?

Fui um dos primeiros candidatos a propor, através da imprensa, uma campanha eleitoral sem baixaria. Quando digo isso, não me refiro às críticas aos projetos políticos ou às administrações que estão agindo contra o povo, mas à honra e à intimidade das pessoas, a calúnia, a injúria e a difamação. Eu mesmo já fui vítima disso. Durante dois anos fui acusado injustamente de corrupção eleitoral, mesmo tendo sido inocentado pela Justiça Eleitoral do meu Estado, e agora mais recentemente, o TSE também confirmou a decisão. Nesta sexta-feira, a nossa coligação assinou o termo de cooperação proposto pela juíza da propaganda e da fiscalização eleitoral, Dra. Mirla Regina, de forma a garantir uma eleição limpa, sem baixaria. O mesmo termo foi assinado pelos demais candidatos e esperamos que o respeito mútuo seja a base do programa eleitoral gratuito que começa na próxima terça-feira, dia 19.

Página 20 - O senhor tem um projeto para administrar Rio Branco. Quais são as prioridades desse projeto?

Com certeza. Não teríamos entrado nessa disputa se não tivéssemos algo a oferecer ao povo da cidade ou nasci e me criei. Nossa plataforma de governo está traçada e está sendo discutida junto com o povo. Em cada bairro que visitamos, em cada reunião que realizamos, as pessoas têm a oportunidade de ouvir nossas propostas e também oferecer suas sugestões, falar dos problemas que afligem seus bairros. A democracia é à base da nossa gestão, tendo como prioridade o povo, o ser humano, o cidadão. Pretendemos investir nos bairros, pois é lá onde as pessoas vivem, onde criam seus filhos. Uma cartilha com as nossas propostas de gestão está sendo elaborada e será amplamente divulgada perante a população.

Página 20 - Por que o senhor acredita que seu projeto é o melhor para a cidade? E por que, com base nisso, o eleitor deve votar no seu nome?

Acredito na força que emana do povo, se o povo anseia por mudanças e está disposto a promovê-la, não pode haver projeto melhor que esse. Perdi meu pai aos 15 anos e, desde então, fui obrigado a ajudar minha mãe a suprir as carências da família. Fui deputado estadual por três mandados consecutivos e atualmente sou deputado federal. Conheço a realidade das zonas urbana e rural da minha cidade. Estou credenciado a entrar a qualquer dia e a qualquer hora nos quase 200 bairros da minha cidade. Sou uma pessoa do povo, que conhece os problemas do povo e está disposto a governar para as massas mais carentes da nossa cidade.

Bocalom: prioridade é geração de emprego e renda

Página 20: Por que o senhor decidiu ser candidato a prefeito de Rio Branco?

Não foi uma decisão pessoal, mas um sentimento coletivo do meu partido, que me fez o convite, levando em consideração minha experiência de três mandatos de prefeito em Acrelândia, fazendo de uma pequena vila, hoje, dentre os municípios acreanos, a cidade mais bem planejada.

Acrelândia é o município mais produtivo, o segundo mais industrializado, com o menor índice de desemprego, com a maior frota de transporte escolar, com a única escola para filhos de seringueiros, com a maior creche pública, com uma saúde de atendimento básico de qualidade, com diversos prêmios de reconhecimento pelo meu trabalho e com uma das melhores qualidades de vida da Amazônia, sem jamais ter sido denunciado pelo mau-trato do dinheiro público.

Considerando tudo isso foi que decidi também ser prefeito de nossa querida capital, Rio Branco. Quero ser prefeito de Rio Branco para ajudar aqueles que mais precisam e estabelecer políticas públicas claras e convincentes para que aqueles que têm dinheiro realizem investimentos para gerar empregos.

Página 20 - Qual sua avaliação do processo eleitoral deste ano? Acredita que ele será tranqüilo?

Não acredito, em função de que os que estão no poder vão aplicar a mesma metodologia usada nas últimas eleições, ou seja, vão tentar comprá-la a qualquer custo. Acredito também que o sentimento de mudança está muito forte, especialmente no meio dos menos favorecidos, dificultando com isso a entrega do voto comprado, facilitando a nossa vitória.

Página 20 - O senhor tem um projeto para administrar Rio Branco. Quais são as prioridades desse projeto?

Primeira: geração de emprego e renda, através do fortalecimento do setor primário, especialmente a produção agrícola, pecuária e florestal, produzindo nossa comida aqui mesmo no Acre, deixando de mandar embora mais de quinhentos milhões de reais anuais, que gerarão aqui milhares de empregos, além de implantar uma política clara e convincente a investidores locais e de fora, para atrair novas indústrias.

Segunda: melhoria da saúde básica, investindo dez milhões anuais além dos quinze por cento assegurados em lei, contratando mais médicos, enfermeiros e outros profissionais, com melhoria salarial e dos ambientes de trabalho. Médicos da família visitarão as pessoas em suas casas.

Terceira: iniciar a urbanização de Rio Branco pelos bairros, onde moram as pessoas que mais precisam dos serviços públicos, asfaltando e calçando as ruas, drenando e implantando o esgotamento sanitário; implantando creches e áreas de lazer. A ocupação urbana será ordenada, sem novas invasões, pois colocaremos a princípio, como fiz nos meus três mandatos em Acrelândia, cinco mil lotes urbanizados e três mil casas populares à disposição das famílias que não tem condições de comprovar renda, ou que moram em áreas de risco. Esse novo bairro se chamará “bairro da Liberdade”, com toda a infra-estrutura de urbanização com ruas asfaltadas, iluminação, água, esgotamento pluvial e sanitário; creches, escolas de ensino fundamental de período integral, ensino médio; áreas de esportes e cultura; centro e postos de saúde; posto policial; áreas comerciais e religiosas.

Página 20: Por que o senhor acredita que seu projeto é o melhor para a cidade? E por que, com base nisso, o eleitor deve votar no seu nome?

Meu projeto é o melhor não só para a cidade, mas para todo o município de Rio Branco, que verá seu dinheiro ser economizado, bem aplicado, priorizando sempre o “ser humano”, a geração do emprego e da renda, sem perseguições, e direcionado para os que mais precisam dos serviços públicos com qualidade, a fim de que todos possam melhorar de vida, e não apenas uma “penela”.

O eleitor rio-branquense vai votar em Bocalom 45 porque sabe que tenho experiência comprovada e um passado de trabalho vitorioso em Acrelândia, com um novo modelo de gestão pública, preocupado sempre com a melhoria da qualidade de vida daqueles que represento.

Rocha acredita no equilíbrio da eleição e na fiscalização do TRE

Página 20: Por que o senhor decidiu ser candidato a prefeito de Rio Branco?
Eu não decidi. O meu partido decidiu me lançar candidato porque os filiados consideraram dessa forma. A questão é que o PSOL tem um programa para a sociedade, um programa que não é personalista e por isso pode ser aplicado por qualquer candidato, desde que aprovado na convenção partidária. Esse programa é a participação popular direta na elaboração das políticas públicas, isto é, os programas de governo sendo executados pelo próprio povo. Evidentemente, percebemos que outros partidos não tinham essa característica de defender a democracia direta e por isso resolvemos lançar essa proposta à população.

Página 20 - Qual sua avaliação do processo eleitoral deste ano? Acredita que ele será tranqüilo?

Acredito que será tranqüilo, especialmente pela ação do TRE na defesa das regras eleitorais e na aplicação da lei. Na verdade, essa eleição está muito equilibrada, embora ainda existam algumas desigualdades entre os candidatos, mas elas nascem de brechas da própria legislação. Além disso, o eleitor está mais atento e essa fiscalização do TRE e do povo deve coibir os excessos e ajudar no desenvolvimento dos debates. Espero sinceramente que não existam escândalos ou perseguições pessoais, como já aconteceu inclusive em eleições passadas.

Página 20 - O senhor tem um projeto para administrar Rio Branco. Quais são as prioridades desse projeto?

Nosso projeto é de que a população possa fazer política, participar das decisões que afetam sua vida e sua realidade. É de que a política sirva para o bem-estar da coletividade e não apenas de algumas pessoas com poder e influência social. Hoje em Rio Branco temos problemas graves em saúde, educação, distribuição de emprego e renda e vários outros itens. Esses problemas são sofridos pela população, e quem melhor do que a própria população para propor e discutir soluções?

Página 20: Por que o senhor acredita que seu projeto é o melhor para a cidade? E por que, com base nisso, o eleitor deve votar no seu nome?

Porque nós temos a única proposta de instituição da democracia direta, um desejo que corresponde aos da maior parte da sociedade que está desamparada. Nos bairros, na zona rural, vários mecanismos populares praticam de alguma forma essa democracia direta baseada nas decisões pelo diálogo. Queremos levar isso para a prefeitura. Os estudantes também sabem do que estou falando porque vêem na escola que a única forma de uma democracia ser de fato democrática é na democracia direta. Os nossos eleitores não votam porque nosso partido é o PSOL, mas porque a nossa bandeira é o socialismo, a liberdade, a deliberação coletiva nas instâncias de poder político. Defendemos incisivamente que cada rua, cada bairro, decida o que é melhor para sanar suas necessidades e não fique esperando deliberações de um ou outro político.

 

 
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Rio Branco-AC, 17 de agosto de 2008
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Com Leonildo Rosas
 
 
P E S Q U I S A