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Workshop de Inovação |
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Madeireiros e moveleiros participaram do evento realizado nos dias 14 e 15 deste mês, no auditório do Sebrae Juracy Xangai
Qualidade é um requisito fundamental para trabalhar num mundo globalizado e consumidores cada vez mais exigentes que exigem, além do preço, produtos cada vez mais diferenciados. Inovar tornou-se questão chave para a sobrevivência, mas para isso é preciso estar aberto a mudanças, saber o que os consumidores estão querendo, somando-se a isso a garantia de qualidade e segurança técnica dos produtos oferecidos. É para isso que madeireiros e moveleiros de Rio Branco e Cruzeiro do Sul estiveram reunidos nos dias 14 e 15 no auditório do Centro Empresarial do Sebrae participando do Workshop Tecnológico promovido pelo Sebrae no Acre através do Projeto Estruturante de Madeira e Móveis da Amazônia. Evento realizado graças à parceria entre o Governo do Estado, o Sebrae e entidades como o Sindmóveis e Cooperativa dos Moveleiros de Rio Branco. O evento foi aberto pela diretora técnica do Sebrae no Acre, Elizabeth Monteiro, e em seu primeiro dia foi marcado pela palestra sobre “a importância da inovação e da tecnologia para o aumento da produtividade e da competitividade” proferida pelo diretor-técnico do Sebrae do Pará, Cláudio Ribeiro. Em seguida, Rogério Garber, o presidente da empresa de pesquisas R. Garber proferiu palestra fundamentada em pesquisa de mercado sobre o mercado industrial da madeira e móveis no Brasil.
Utilizando linguagem franca e direta apoiada em números apontando o comportamento das empresas que vem alcançando melhor sucesso em aproveitar as oportunidades que estão surgindo no mercado brasileiro, Cláudio Ribeiro lembrou: “A maioria das pessoas sempre tenta resistir às mudanças. Isto até faz parte da humildade de nosso caboclo amazônico, mas o maior problema ainda está na desinformação dos micro e pequenos empresários que enxergam a palavra inovação como algo fora de seu alcance, quando ela quer dizer que através dela você faz diferente e, se possível, melhor!” Durante sua palestra, Cláudio esclareceu que não é preciso ser doutor para ter espírito inovador, mas que um dos pontos principais do projeto estruturante de madeira e móveis da Amazônia é promover a aproximação entre os empreendedores e instituições de ciência e tecnologia como a Ufac, Embrapa, Funtac em suas áreas voltadas ao setor madeira e móveis. “Essa aproximação permitirá que os estudiosos e pesquisadores vão aprender com os empreendedores que vivem a realidade do mercado e, estes, terão acesso a novas informações e tecnologias que permitirão melhorar a gestão de suas empresas, proporcionando mais qualidade e inovação aos seus produtos”. O treinamento tem um objetivo claro que é aproveitar as os nichos existentes no mercado nacional para a venda de móveis e pequenos objetos em madeira maciça e, principalmente, as oportunidades que estão surgindo para as empresas acreanas com a abertura da estrada do Pacífico. “As oportunidades estão surgindo e nós precisamos aproveitá-las investindo agora e nos preparando com uma visão de longo prazo, se não fizermos isso, alguém fará e nós ficaremos só olhando as coisas acontecerem”, advertiu. Já Rogério Garber apresentou suas conclusões sobre os números obtidos durante a pesquisa em que foram ouvidas 24 mil empresas brasileiras do setor madeira e móveis. “A madeira existente na região norte é ouro. Cabe aos empresários locais decidirem se vão continuar produzindo bijuterias com ouro ou se vão utiliza-lo para produzir jóias de verdade e vende-las no lugar certo!” Sua afirmação é uma referência à preciosidade da imensa variedade de madeiras existentes na Amazônia, as quais devem ser utilizadas para produzir móveis e outros objetos de fino acabamento para vende-los aos consumidores das classes A e B que os querem e podem pagar por eles, desde que as peças sejam produzidas com inovação e tecnologias apropriadas. Elizabeth Monteiro destacou que, nestes dois dias “ Apresentamos as possibilidades e oportunidades oferecidas pelo mercado e o potencial da nossa matéria prima para atende-lo. O Sebrae cumpre assim seu papel como agência de desenvolvimento, com tudo, não somos donos da verdade, por isso é que estamos reunidos para refletir juntos sobre o assunto, mas quem tem de decidir o caminho a seguir são os empreendedores!” Lojas de autopeças e oficinas se organizam para ganhar qualidade e eficiência frente aos concorrentes Melhorar a qualidade no atendimento e nos serviços ofertados pelas lojas de autopeças e oficinas eletromecânicas é o objetivo com que está trabalhando a equipe do Projeto de Desenvolvimento dos Centros Automotivos e Eletromecânicos de Rio Branco do Sebrae no Acre. O projeto iniciado neste mês de agosto irá até 2010 trabalhando com 30 empresas para que conquistem a excelência no atendimento e serviços oferecidos nestes estabelecimentos. A ação é promovida em parceria com o Governo do Estado e Sindicato das Autopeças (Sincopeças) filiada à FECOMÉRCIO. A primeira reunião de trabalho acontecida na terça-feira (14/08) no Centro Empresarial do Sebrae contou com a participação de duas pessoas de cada empresa e teve como objetivo apresentar a metodologia de trabalho, bem como planejar as ações e treinamentos que estarão sendo realizadas. “Este treinamento foi preparado atendendo demanda do próprio setor automotivo que já na primeira reunião demonstraram uma expectativa muito grande em conseguir uma melhor qualidade tanto no atendimento quanto nos serviços a fim de obter maior eficiência num mercado cada vez mais competitivo”, esclarece Adriana Souza a gestora do Projeto de Desenvolvimento dos Centros Automotivos de Rio Branco pelo Sebrae. Adriana anunciou que ainda em agosto estará sendo realizado um diagnóstico completo do setor na Capital. Isto com o objetivo de saber quem são, onde estão, quais as especialidades, vantagens e limitações enfrentadas pelo setor. Durante este trabalho os proprietários das empresas e seus funcionários estarão recebendo um amplo treinamento de gestão que vai desde o controle financeiro de entrada e saída do caixa, capital de giro, administração e relacionamento de pessoal, controles de estoques, exposição de produtos, atendimento ao cliente para que atinjam a excelência em seus serviços. Outro foco deste projeto é estimular a consciência cooperativa entre as empresas, formando assim núcleos setoriais, que embora sejam concorrentes, vão beneficiar-se dessa organização para ganhar força na hora de realizar suas compras como também na realização de campanhas para atrair mais clientes. Os participantes do projeto farão reuniões quinzenais entre si e com os consultores do Sebrae local e Nacional. Exemplo disso acontecerá em setembro quando um consultor e um empresário de autopeças do Estado de Santa Catarina estarão em Rio Branco para relatar como se deu uma experiência semelhante realizada junto aos catarinenses que vem alcançando os melhores resultados no Brasil.
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