| OPINIÃO | ||
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| Jose Tubino * |
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Por que investir na redução da fome e da miséria Como é que num mundo onde os gastos militares somam bilhões de dólares por ano, o investir na redução da fome e da miséria não é prioritário? Como é que num mundo onde se contamina o meio ambiente, o investir em tecnologias limpas fica para as próximas gerações? Vivemos tempos difíceis e decisões críticas têm que ser tomadas agora. Produto da evolução das consciências individuais e coletivas, cada vez mais as pessoas compartilham a necessidade de procurar alternativas que levem a humanidade a novos patamares de paz e prosperidade. Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio abrem possibilidades que orientam os planos de desenvolvimento dos países e os planos de investimento das empresas e das pessoas. São metas a serem atingidas através de escolhas individuais e coletivas na busca de um mundo mais justo e solidário, que ofereça respeito, dignidade e qualidade de vida a todos. E reduzir a fome e a miséria em 50% até 2015 é uma meta fundamental deste compromisso. O Fome Zero, lançado em 2003, conseguiu colocar o tema da fome e da subnutrição crônica na agenda política brasileira e internacional. O seu enfoque de complementar ações compensatórias com ações geradoras de renda é considerado pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) como um acerto estratégico que merece ser replicado em outros países. Daí o apoio da FAO ao Fome Zero e à Iniciativa América Latina e Caribe sem Fome. Está claro para a FAO que a inclusão social depende dos processos de inserção produtiva e de prestação de serviços através de educação e da organização de microempresas sustentáveis. Não é tarefa de curto prazo. É por isso que a FAO considera que os resultados iniciais do Fome Zero são positivos e que é preciso fortalecer as ações geradoras de renda. A alimentação saudável é também uma tarefa impulsionada pelo Fome Zero e apoiada pela FAO que, muitas vezes, enfrenta campanhas publicitárias de companhias que promovem o consumo de alimentos de baixa qualidade nutricional. A educação alimentar vem tomando força nos últimos anos no Brasil e existem experiências relevantes a nível mundial. A Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional, aprovada em 2006 por unanimidade no Congresso Nacional, dá o marco jurídico ao novo Sistema Nacional de Segurança Alimentar que garante o direito à alimentação no Brasil. A rede de proteção social montada no país, combinada com o crescimento econômico, tem já resultados positivos: segundo a Fundação Getúlio Vargas, de 2005 a 2006 5,88 milhões de brasileiros saíram da pobreza extrema. É um fato que a desigualdade social está em queda e o Direito Humano à Alimentação em alta. E essa é a melhor forma de celebrar o Dia Mundial da Alimentação porque todos nós queremos o melhor para nossos filhos e netos. * Representante da FAO no Brasil |
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