COTIDIANO

Coleta de assinatura inicia a luta pelo Passe Livre

Comitê do movimento pedirá apoio em todos os bairros da capital a partir deste sábado

Marcos Vicentti
Talita Oliveira quer a participação popular na campanha pelo Passe Livre


Renata Brasileiro

A partir das 8 horas deste sábado, o Comitê do Movimento pelo Passe Livre (CMPL) estará no bairro Sobral iniciando a coleta de assinaturas para o projeto de lei que garante a gratuidade em transporte coletivo para todos os estudantes.

Há algumas semanas a comissão - formada por estudantes universitários e secundaristas - vem buscando meios para que o passe livre seja conquistado. Uma das estratégias é a adesão de mais pessoas na luta.

“A gente pede que as pessoas participem desta campanha, não só assinando este abaixo-assinado, mas participando de todas as atividades promovidas pelo CMPL. Quanto mais gente, melhor”, destacou Talita Oliveira, membro da comissão.

Segundo Talita, a comissão quer conquistar o Passe Livre através da participação popular, envolvendo os maiores interessados no projeto. Por esse motivo é que os membros passarão por todos os bairros da capital a partir deste sábado para pedir apoio e para buscar a meta de dez mil assinaturas.

Conforme foi informado pela Câmara Municipal de Rio Branco, os participantes terão que ter título de eleitor para que as assinaturas tenham efeito durante o trâmite do processo. Neste sentido, a comissão apela para aqueles que forem sair de suas casas para participar do ato, que levem o documento.

No Sobral, por exemplo, o movimento estará na praça que fica de frente a Semsur, das 8 horas às 18 horas. Além da base, alguns membros estarão circulando pelas adjacências do bairro, de casa em casa.

“Decidimos começar pelo Sobral porque é um dos bairros mais prejudicados neste contexto, por ser longe e também porque a maioria dos estudantes de lá não têm carteira de passe, já que estudam na própria comunidade”, enfatizou Talita.

O próximo bairro a ser visitado será o Vitória. A partir disso, a comissão montará um novo cronograma a ser seguido. A idéia é fazer as visitas sempre nos fins de semana.

O destino das assinaturas

Com as dez mil assinaturas em mãos, o comitê fará o encaminhamento à Câmara Municipal juntamente com o projeto Passe Livre. Lá, as reivindicações serão avaliadas. A resposta não tem data prevista.

Segundo Talita, em Florianópolis o projeto demorou quatro anos para ser aprovado. Entretanto, o comitê formado no Acre está com perspectivas mais positivas, levando em consideração que em várias capitais brasileiras o passe livre já é uma realidade.

“Estamos com esperança de que dentro de um ano o projeto seja aprovado. Com outras cidades como exemplo, tudo fica mais fácil”, completou.

 

 
© Copyright Página 20 todos os direitos reservados    -      Imprimir       -       TOPO
 COTIDIANO
 COLUNAS
 EDITORIAL
 ENTREVISTA
 ESPECIAL
 ESPORTE
 POLÍTICA
 OPINIÃO
 VIA PÚBLICA
 VARIEDADES
 EDIÇÕES
 EXPEDIENTE
 E-MAIL
 
Rio Branco-AC, 17 de novembro de 2005
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Com Leonildo Rosas
 
 
P E S Q U I S A