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POLÍTICA

Vivo e Anatel são sabatinadas na Câmara

 


Val Sales

O gerente de operações da Vivo, Rubem Galvão, esteve ontem na Câmara de Rio Branco para explicar sobre o grande número de clonagens nos telefones móveis, morosidade no atendimento nas lojas e de outras reclamações comuns dos usuários do serviço. Na sessão também estava presente o gerente da Anatel, Cícero Eloy, já que se trata da autarquia federal responsável pela administração do setor de telecomunicações.

O encontro dos dois representantes com os vereadores foi requerido por Rodrigo Pinto (PDT). O parlamentar teve seu telefone clonado no mês passado e recebeu ligações estranhas, provenientes da penitenciária Bangu II, no interior do Rio de Janeiro. “É preciso que as operadoras expliquem o que está acontecendo para não causar mais prejuízos à população. Como legítimos representantes do povo, solicitamos a presença da Vivo e da Anatel aqui na casa para ouvir suas versões e cobrar posicionamentos”, explicou.

De acordo com Rubem Galvão, o maior número de clonagem de celulares aconteceu no mês de agosto deste ano e que o índice vem caindo nas últimas semanas. Ele explicou que, devido ao mercado ser pequeno em relação aos grandes centros, os Estados do Acre e Rondônia foram os últimos a receber o Sistema de Autenticação. Por meio dele, a empresa tem capacidade de oferecer maior segurança aos clientes. “No Acre já encerramos a primeira fase de instalação do sistema, mas a empresa está investindo cem milhões em melhorias no serviço em todo o país”, lembrou.

Galvão lamentou os transtornos causados pelas clonagens e lembrou que, com o mercado ampliado, não são apenas os seqüestradores que usam telefone para cometer atos ilícitos. “Quem atua na marginalidade não compra o telefone em seu nome, e a proibição da entrada dos aparelhos nas cadeias e penitenciárias é de responsabilidade da segurança pública”, defendeu ele.

Questionado sobre o não cumprimento do tempo limite de atendimento ao cliente, estipulado em 10 minutos, o gerente admitiu que o aumento das clonagens foi um dos fatores que contribuíram para a demora do serviço nas lojas. Segundo ele, a despesa com a troca de aparelhos clonados tem sido paga pela própria administradora.

 
 
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Rio Branco-AC, 17 de novembro de 2005
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Com Leonildo Rosas
 
 
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