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Do Editor |
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| O julgamento de Bodão Faltando três dias para completar três anos da morte do pecuarista Mauro Braga, ocorrida no dia 19 de dezembro de 2002, finalmente o assassino, ou melhor, o mandante de sua morte, foi condenado. Antônio Augusto Rodrigues de Araújo, o Bodão, pegou uma pena de 16 anos de prisão em regime fechado. Seu algoz, Dorivaldo Sardinha, e outros dois cúmplices já haviam sido condenados em julgamentos anteriores. Esse julgamento tem muito significado para os acreanos. Mauro Braga era uma figura querida da sociedade. Foi presidente do extinto Banacre e há muito atuava como pecuarista. Mas não é apenas por isso que o julgamento é importante. A condenação de um mandante de crime de pistolagem, sim, representa muito. Não que a Justiça não o tenha feito em outras ocasiões, mas porque esse é um tipo de crime que há muito se pensava ter tido fim por essas bandas. A condenação de Bodão é a demonstração de que o Acre não mais quer ver notícias de crimes por encomenda, não quer mais ouvir falar do terror que pistoleiros causaram em anos passados. Crimes continuam existindo, com maior ou menor gravidade, mas a polícia tem dado a resposta no tempo certo. A prisão de Bodão, do pistoleiro e dos cúmplices é prova disso. A condenação de todos é a confirmação de que a Justiça e a sociedade não mais admitem a impunidade.
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