| COTIDIANO | |
Bocalon contra-ataca acusações feitas por vereadores Ex-prefeito esclarece que primeira fase das obras foi concluída |
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Ex-prefeito Tião Bocalon afirmou ontem que está pronto para apresentar o Ministério Público Federal a prestação de contas da instalação de mais de 3.900 metros de rede de esgotos mais a Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) construídas em Acrelândia durante sua gestão. Sua afirmação veio como resposta à denúncia dos vereadores Brandão e Carlinhos Araújo, ambos do Partido dos Trabalhadores de Acrelândia, que o acusaram de ter recebido mais de R$ 480 mil da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e prestado contas sem concluir a obra que, por isso, até hoje não atende aos moradores da cidade. Brandão ainda apontava que o Dinheiro havia sido repassado através de emenda parlamentar do ex-deputado federal Sérgio Barros e construído pela empresa pertencente a Zé Maria, irmão do deputado citado, todos do PSDB. Bocalon esclareceu: “A primeira fase da obra que estava projetada está pronta e acabada. Nela estava prevista a instalação de 3.900 metros de rede de coleta de esgotos, instalação de três filtros anaeróbicos, um tanque Imnhoff e um leito de secagem, tudo aprovado com licença ambiental do Imac e fiscalizado pelos engenheiros da Fundação Nacional de Saúde”. Ele também desmentiu que tenha custado R$ 480 mil, até porque a Funasa repassou R$ 399.625 para a obra. Ele fez questão de esclarecer que, embora esteja pronta, a obra realmente ainda não serve à população. Isso porque, no ano seguinte à construção da rede (2004), a Funasa não teve como liberar dinheiro para a instalação das caixas coletoras que ligariam as moradias à rede coletora dos esgotos, por isso eles continuam sendo despejados em fossas-sumidouros. “Reapresentei o projeto em 2005, que foi aprovado em 2006 e o dinheiro está sendo liberado agora pelo Ministério da Saúde para que o prefeito Vilseu possa concluir o trabalho que iniciamos juntos, até porque ele era meu vice.” Quanto à suspeição de que possa ter havido um conluio para o favorecimento de integrantes do PSDB, Bocalon esclareceu: “O dinheiro não veio de emenda parlamentar, mas de demanda espontânea do município, que teve o projeto atendido com verbas do Ministério da Saúde. Já o Zé Maria, irmão do ex-deputado Sérgio Barros, é sócio da empresa que venceu a concorrência e concluiu a obra atendendo todas as exigências legais”. Aos porcos, a lama A única justificativa encontrada por Bocalon para os ataques recebidos seria a de que Carlinhos está se apresentando como candidato a candidato de Acrelândia e por isso as denúncias teriam como objetivo sujar seu nome na corrida pela prefeitura. “Administrei Acrelândia durante nove anos e fui secretário de Estado da Agricultura por mais um ano e meio e essa é a primeira denúncia que sofro durante toda minha carreira política. Já Paulinho Araújo, pai do vereador Carlinhos, passou apenas quatro anos na prefeitura, entrou pobre e saiu rico levando 16 processos na Justiça. Por enquanto, só dois deles foram a julgamento e ele foi condenado nos dois. Gente suja como esta só poderia querer nos arrastar para a lama onde está alojada”, afirmou. Complementando, lembrou: “Quando Paulinho espoliou Acrelândia e envergonhou nosso município, Brandão já era vereador na cidade, e da oposição. Só estranho que contra os verdadeiros bandidos ele não tenha dito nada”. O juiz da terceira vara federal, Jair Facundes, condenou em dezembro o ex-prefeito Paulinho Araújo, pai do vereador Carlinhos, a devolver os R$ 45.500 que ele teria pago por uma câmara frigorífica destinada à fábrica de polpas que estava construindo no município com recursos do Ministério do Meio Ambiente. “A câmara foi paga a uma empresa fantasma, por isso a Justiça está cobrando os R$ 45 mil corrigidos monetariamente ao dia 29 de outubro de 1998, mais R$ 15 mil de milta, o que soma mais de R$ 200 mil. Depois o desonesto sou eu”, concluiu Bocalon. |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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