| COTIDIANO | |
Inadimplência fecha 2006 com alta de 10,3%, diz Serasa Dívidas com cartões de crédito registraram maior média no ano |
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O mês de dezembro de 2006, entretanto, registra queda de 3,6% ante o mês anterior, novembro, quando o indicador havia apresentado alta de 2,6%. Na comparação dezembro de 2006 contra dezembro de 2005, a inadimplência do consumidor mostrou recuo de 0,5%. As dívidas com bancos continuam liderando a representatividade de participação no Indicador Serasa de Inadimplência de Pessoa Física, com 35,3%, um pouco acima do registrado em novembro, quando também ficou em primeiro lugar, com 34,6%. Em segundo lugar em dezembro, vêm, com participação de 32,2%, as dívidas com cartões e financeiras, que em novembro haviam registrado 32,7%. Os cheques sem fundos aparecem em terceiro lugar, com uma representatividade de 29,7% em dezembro de 2006, pouco abaixo dos 30% registrados em novembro. Por fim os protestos, que têm menor peso na inadimplência de pessoa física, apresentaram em dezembro uma participação de 2,8%, a mesma ocorrida em novembro. Segundo o Indicador Serasa de Inadimplência, o valor médio das anotações de cheques sem fundos das pessoas físicas foi de R$ 583,26. Quanto às dívidas com bancos, o valor médio dos registros em dezembro ficou em R$ 1.167,40. As dívidas com cartões de crédito e financeiras registraram valor média de R$ 336,74 e os registros de títulos protestados, no mesmo período, ficaram em R$ 789,28. No decorrer de 2006, houve um aumento de 26,4% no valor médio das anotações das dívidas com cartões de crédito e financeiras e de 12,7% no valor médio dos registros de inadimplência das dívidas com bancos. O valor médio dos registros de cheques sem fundos em 2006 aumentou 9,2% em relação a 2005, e dos protestos apresentou alta de 4,3%. Argumentação - O balanço da inadimplência dos consumidores em 2006 (+10,3%) é ligeiramente mais favorável que o registrado em 2005 (+13,5%). Segundo os técnicos da Serasa, o aumento do emprego formal, da massa salarial, da renda e a correção real do salário mínimo aliados à queda dos juros e da inflação promoveram uma menor inadimplência no ano passado, mesmo com o crédito crescendo 23,4% até novembro, último dado oficial disponível. Esse conjunto de fatores também fica evidente no comparativo dezembro de 2006 sobre 2005, quando se registrou uma queda de 3,6%. De qualquer forma, a inadimplência deve ser monitorada em 2007, e é fundamental que se empreendam esforços para sua redução, que é determinante para a queda mais acelerada das taxas de juros do mercado e para o crescimento consistente e seguro do crédito. Os indicadores de inadimplência serão influenciados favoravelmente com a prática do cadastro positivo sobre o crédito. Essa nova metodologia possibilitará o estabelecimento de políticas mais adequadas aos diversos tomadores de crédito, o que significará maior segurança nessas transações e, portanto, redução de custos e ampliação de recursos e abrangência, tanto para pessoa física quanto para pessoa jurídica. Metodologia - O Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física, por analisar eventos ocorridos em todo o Brasil, reflete o comportamento da inadimplência em âmbito nacional. O modelo estatístico de múltiplas variáveis considera as variações registradas no número de cheques sem fundos, títulos protestados, dívidas vencidas com instituições financeiras e cartões de crédito e financeiras. |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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