| POLÍTICA | |
Sindcol apresenta cálculos para justificar nova tarifa de coletivos |
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Após o prefeito de Rio Branco, Raimundo Angelim, afirmar que não haveria reajuste na tarifa dos ônibus, as empresas tentam justificar o pedido de aumento da passagem. Para elas, a decisão do gestor pode colocar em risco o equilíbrio econômico do setor. O engenheiro Alexandre Cabral Cavalcanti, gerente do Sindicato das Empresas dos Transportes Coletivos do Acre (Sindcol), afirmou ontem, em entrevista coletiva, que deseja que o prefeito corrija equívocos ocorridos com os dados que detém - referentes a uma planilha instituída pela prefeitura para que fosse calculado o valor ideal da passagem. “Estamos tendo sérios problemas para cumprir parte do contrato que temos com a prefeitura, questão de bilhetagem eletrônica e salário dos motoristas que já estão incorporados. Agora é o abono salarial, com base no acordo coletivo, e nós estamos em uma condição que fica difícil continuar. Queremos buscar essa solução, mas não estamos pedindo aumento na tarifa, apenas o reconhecimento do último calculo feito pela comissão que elaborou a planilha”, destacou Cavalcanti. Em relação às gratuidades concedidas para alguns trabalhadores, o gerente do Sindcol enfatizou que é preciso buscar parcerias para criterizar melhor estas questões. Ele falou ainda que a população precisa saber que a gratuidade é paga pelos próprios passageiros. “Se reduzir o número de pessoas que hoje dispõe desse benefício sem necessidade, e as mesmas integrarem o quadro de passageiros que pagam a tarifa, o valor da passagem poderia se manter em R$ 1,75. Se o número de pagantes fosse bastante representativo, o preço da tarifa poderia até diminuir. O valor ideal seria de R$ 1,60, se conseguíssemos dobrar a quantidade de passageiros dos coletivos”, ressaltou. Angelim tinha anunciado na última segunda-feira que não haveria reajuste na tarifa dos coletivos. Os fatores que influenciaram a decisão do prefeito foram as melhorias no sistema de transporte, o aumento no volume de passageiros e a redução na quilometragem ociosa, entre outros. |
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