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Secretária de Educação recebe Associação de Filósofos do Acre Categoria quer melhoria do ensino da disciplina de filosofia |
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Depois de várias manifestações, os donos de bares e restaurantes da capital voltaram ontem á Câmara de Rio Branco, onde ouviram dos vereadores a confirmação de que a prefeitura cederá prazo de um ano e dez meses para que eles organizem suas firmas. A maior reclamação da categoria dizia respeito à exigência do município em relação ao registro de suas firmas para a expedição dos alvarás de funcionamento. De acordo com o presidente da Associação dos Donos de Bares, Restaurantes e Similares, Manuel do Carmo, a exigência que a prefeitura estava fazendo esbarrava na falta de estrutura financeira da categoria. Elas não dispunham de dinheiro para gastar com a expedição do documento de registro da firma, assim como a manutenção dela. “Com relação a essa questão a reivindicação foi atendida, e agora a gente vai poder trabalhar, já que era essa a nossa expectativa”, explicou. Ele lembrou ainda que, devido às condições financeiras, nem todos os comerciantes teriam como pagar um contador, sendo que o prazo cedido pela prefeitura é considerável. A partir desse mês o município irá fazer a expedição do alvará sem muitas exigências. O líder do prefeito na câmara, Márcio Batista (PC do B), foi um dos parlamentares que acompanhou de perto o processo de negociação da categoria com o prefeito. “Montamos uma comissão de vereadores, que junto com os representantes do movimento dialogou com a prefeitura e ela manteve o propósito de organizar essa atividade econômica sendo ainda mais flexível ás reclamações da categoria”, ressaltou. O líder comunista explicou que a organização a que o município se refere diz respeito fundamentalmente em saber quem são os comerciantes e onde estão localizados. “Não inviabilizamos o funcionamento dos bares, que são atividades econômicas importantes que geram emprego e renda. Também não podíamos tomar uma decisão de penalizar sócio-economicamente esses profissionais”, acrescentou. A secretária de Educação, Maria Correia, recebeu na manhã de ontem a direção da Associação dos Filósofos do Acre (Afac), presidida pelo professor Guilherme da Silva Cunha. “A distorção flagrante no ensino de filosofia no ensino médio, em nosso Estado, é simplesmente, um atentado à disciplina”, disse o presidente da Afac. Para o filósofo, as escolas públicas acreanas estão repletas de pedagogos, historiadores, geógrafos e até matemáticos dando aulas de filosofia. “Enquanto isso, dezenas de filósofos com licenciatura plena passaram no último concurso promovido pela secretaria, mas não são chamados para ocupar as vagas”, disse Guilherme. A secretária se mostrou sensível ao pleito dos filósofos e disse que ainda este ano será feita uma nova chamada para ocupar as vagas que estão sendo disponibilizadas, tanto com a expansão do ensino como as abertas com aposentadorias. “Estamos cientes de que a legislação, através de um decreto assinado em julho do ano passado pelo presidente, retornou com a obrigatoriedade da disciplina de filosofia no ensino médio. Mas aqui no Acre, nós sempre mantemos a disciplina mesmo quando ela não era obrigatória”, disse a secretária. Ele informou ainda que considera a disciplina importante para o conjunto da educação em geral, pois é a filosofia que vai levar o aluno à reflexão necessária para entender a conjuntura da própria educação no país, e da própria realidade em geral. “A reflexão filosófica pode contribuir, e muito, para a conscientização do espírito humano e fazer com que nossos alunos aprendam a pensar por si mesmos”, diz Maria Correia. O professor Guilherme solicitou um relatório da situação do ensino de filosofia no Acre, no que foi prontamente atendido. “Estamos satisfeitos com o encontro que tivemos na secretaria de Educação e esperamos que a educação acreana cresça ainda mais com a dedicação de todos os professores”, disse. |
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