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Deputados aprovam redução de salário do governador População é favorável à iniciativa tomada por Binho Marques |
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A Assembléia Legislativa do Acre (Aleac) aprovou ontem o pedido de redução de 15% no salário do governador do Estado e de seus secretários, bem como dos assessores especiais e diretores de fundações e autarquias. A redução também repercute nos vencimentos do vice-governador e ex-governadores. A proposta foi feita pelo próprio gestor, que pretende criar com a quantia retirada da sua folha de pagamento um fundo financeiro para a construção de escolas de ensino infantil em todos os municípios do Acre. Na justificativa enviada aos deputados, Binho Marques explicou que os salários dos gestores não são compatíveis com a realidade do Acre e que, apesar de o Estado haver recebido vários investimentos nos últimos anos, sua população sofre devido à pobreza. A redução vai gerar uma economia de R$ cerca de 300 mil mensais e R$ 10 milhões em quatro anos. Tendo sua proposta de governo voltada apara a inclusão social, a atitude de Binho Marques é uma mostra de que os objetivos defendidos na campanha eleitoral do ano passado estão cada vez mais firmes. Apesar de a maioria dos parlamentares e da população aprovar a iniciativa, alguns deputados da oposição teceram críticas ao governador. Donald Fernandes (PSDB) se absteve da votação por acreditar que a medida é prejudicial às políticas sindicais. Já Luiz Calixto (PDT) votou a favor, mas ressaltou que, apesar da redução, o salário continua superior ao valor original de R$ 16 mil, que era pago até dezembro do ano passado. Antes da redução, o salário do governador era equivalente ao teto nacional dos desembargadores, isto é, R$ 22 mil. Com a aprovação da medida na Aleac, o vencimento do gestor passa para R$ 18 mil. O mesmo vai acontecer com os vencimentos dos secretários de primeiro escalão, hoje na faixa de R$ 17 mil mensais. No documento enviado ao parlamento Binho já justificava: “A iniciativa proposta não implica aumento de despesa a ser contabilizado pelo Estado. Ao contrário, promoverá economia aos cofres públicos, considerando que a remuneração do chefe do Poder Executivo é tomada como um teto remuneratório da administração pública estadual, razão pela qual não haverá impacto negativo diante da alteração de nossas finanças públicas”. No fim de sua proposição, o governador dizia: “Eu me oriento pelo espírito de acreanidade e florestania que move a todos, empenhados que estamos em construir um Estado sustentável, ético e justo com seus habitantes”. O que diz a população A iniciativa do governador Binho Marques também pegou a população de surpresa. A maioria acredita que as mudanças positivas na sociedade poderiam começar com esse tipo de prova de desprendimento dos políticos.
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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