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CEI investiga prefeito de Tarauacá Vando Torquato é acusado pelo vice-prefeito, César Melo, de montar esquemas na administração pública |
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Pelo teor das denúncias de Melo, que também concedeu entrevista à Rádio FM Nova Era, o prefeito teria montado um dos maiores esquemas de corrupção já vistos no Estado do Acre. Melo afirmou que resolveu denunciar, segundo ele, porque não podia continuar se omitindo diante de fatos tão graves. “Eu precisava levar ao conhecimento dos vereadores e da sociedade para não ser conivente”, disse. Segundo o vice-prefeito, Vando Torquato chefia um esquema de superfaturamento na compra de medicamentos, com empresas de Rio Branco. Nesse esquema, de acordo com Melo, a majoração dos preços é aberrante e os medicamentos comprados não chegam ao município. “As empresas entregam apenas pequenas quantidades e quando querem”, afirmou. No depoimento aos prefeitos, Melo disse que procurou o gerente de uma das empresas de nome Marka Ltda, para pedir esclarecimento, mas ficou surpreso quando foi informado que o empresário teria financiado a campanha do prefeito e tinha um acordo pra fazer daquele jeito. César Melo revelou também que prefeito orientou seus assessores à fraudarem documentos para receber recursos do Ministério da Saúde. Os documentos fraudados apresentava documentação com nomes de médicos, enfermeiros e agentes de saúde para receber recursos do Programa Saúde da Família, quando nada existia. Nessa denúncia de fraudes de documento, Melo reconhece que ele próprio pode ser responsabilizado porque era secretário de Saúde e se omitiu. Emocionado, o vice-prefeito disse ser um homem honrado e que tudo que ganhou na vida foi de forma honesta, pois já possuía comércio e sua fazenda antes de entrar na vida pública, “ao contrário de outros, que estão virando fazendeiros da noite para o dia de forma espúria”. Ameaça a ex-aliados - Acuado pelas acusações, o prefeito Vando Torquato reagiu ameaçando os vereadores Chico Batista e Raimundo Maranguape, seus ex-aliados, acusando de serem responsáveis pelo sumiço dos recursos para a construção de três escolas na zona rural. Em oficio enviado ao ex-secretário de Educação, Cabo Orlando, o prefeito determina que sejam fornecidos os endereços das pessoas contratadas para realizar obras de construção de três escolas na zona rural, pois, segundo o documento, foi constatado que as escolas não foram construídas. Torquato adiantou que daria um prazo de 72 horas para que Cabo Orlando respondesse ao documento, sob pena de responder criminal e civilmente. Sem se intimidar com a ameaça de Torquato, Cabo Orlando respondeu que os contratos foram determinados pelo prefeito, bem como os pagamentos. |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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