Juracy Xangai

Foram dois dias bastante promissores, a estada do presidente do Sebrae, Paulo Okamotto no Acre.
De inicio participou da criação da Frente Parlamentar Acreana da Micro e Pequena Empresa na Aleac, onde foi calorosamente acolhido pelo presidente daquele poder, deputado Edvaldo Magalhães e por toda a bancada acreana do legislativo estadual, depois foi recebido pelo governador Binho Marques no Palácio Rio Branco, nessa visita Paulo Okamotto, busca o compromisso do governo estadual para a implantação da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, não só no que diz respeito aos incentivos tributários, mas para um tratamento diferenciado nas compras governamentais e em outros pontos previstos na Lei 123/06 que precisam de regulamentação.
No Acre, ainda não há legislação estadual regulamentando a Lei Geral, mas o governo já se posicionou favoravelmente e deve encaminhar, em breve, proposta para a Assembléia Legislativa.
Ao dar as boas vindas ao presidente do Sebrae, o governador ressaltou que a paixão e a insistência de Paulo Okamotto pelas micro e pequenas empresas foram responsáveis pela aprovação da Lei Geral. “Nós decidimos, aqui no Acre, por um caminho que é buscar a melhoria de vida para todos, o que não é fácil, e essa mobilização em torno das micro e pequenas empresas nos faz sentir que não estamos solitários”, afirmou Dinho Marques.
“Queremos que o Estado possa crescer de forma horizontal”, continuou, “e temos cenários de grandes mudanças para 2010, com a integração interna a partir da ligação rodoviária de Rio Branco e Cruzeiro do Sul, e a integração latino-americana, com a Rota do Pacífico concluída”. Binho Marques disse também que o governo não pretende ter corredores, mas pólos de desenvolvimento.
Já a garantia dada pela presidente do Tribunal de Justiça, Isaura Maia de que em poucos dias estará funcionando mais uma Câmara de Conciliação e Arbitragem na Capital e, depois, também as de Cruzeiro do Sul e Brasiléia animaram o presidente nacional do Serviço de Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Paulo Okamotto, diante das perspectivas positivas que estão se abrindo para o desenvolvimento das micro e pequenas empresas acreanas.
Já o prefeito Raimundo Angelim aproveitou a visita de Okamotto a Rio Branco para assinar o Projeto de Lei que cumpre as exigências do Estatuto das Micro Empresas garantindo a participação delas em pelo menos 30% do volume de produtos e serviços comprados pelo município através de licitações ou cartas convite.
O projeto de lei foi imediatamente entregue ao vereador Márcio Batista, líder do prefeito Angelim na Câmara Municipal e será apresentado em plenário na próxima terça-feira com pedido de aprovação urgente.
“Aqui não pensamos em ter grandes chaminés porque o Acre optou por construir uma indústria sustentável apoiada nas micro e pequenas empresas rurais, florestais e urbanas porque elas são nossas principais geradoras de emprego e renda para a população”, declarou Angelim lembrando de que quando foi superintende do Sebrae-Ac ganhou um grande aprendizado e respeito pelos pequenos negócios.
Desenvolvimento sustentável - Durante a tarde, Okamotto acompanhado pelos superintendentes Orlando Sabino do Sebrae-Ac, Pedro Teixeira, do Sebrae-Ro e José Guilherme do Mato Grosso, foram recebidos pelo presidente da Fundação de Tecnologia do Acre (Funtac) César Dotto que também é secretário de Estado de Ciência e Tecnologia, o qual apresentou a eles as conclusões e produtos criados a partir de estudos nas áreas do manejo florestal, produção de energias alternativas, óleos e essências florestais, bem como na melhoria de produtos tradicionais que melhoram a renda dos trabalhadores da floresta.
Okamotto mostrou-se especialmente entusiasmado com as perspectivas utilitárias e comerciais do fogão gerador de energia elétrica, cuja linha de montagem industrial que está sendo construída pela Damp Eletric entrará em funcionamento ainda neste ano. Ele permitirá levar energia elétrica às famílias que vivem mais isoladas na floresta onde não é possível chegar com as linhas de distribuição do programa Luz para todos.
Saindo da Funtac visitou o Pólo Moveleiro do Distrito Industrial onde estimulou os empresários locais e se unirem mais e dividir tarefas tanto na área empresarial quanto para assumir a própria administração do pólo, já que isso levaria a um ganho de qualidade e agilidade necessária para brigar por mais espaço num mercado cada vez mais competitivo.
Presidente do Sebrae Nacional conclama empresários
acreanos a investir em tecnologia e inovação
Juracy Xangai
Inflação sob controle, Produto Interno Bruto em crescimento constante há 69 meses, crescimento do consumo pela população há 48 meses e investimentos empresariais crescendo aceleradamente há 45 meses é o cenário que faz com que o Brasil seja apontado como uma das mais importantes economias emergentes do mundo ao lado da China e da Índia.
Com estes dados o presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae Nacional) Paulo Okamotto abriu sua palestra sobre “O papel da micro e pequenas empresas no novo perfil da economia brasileira” realizada para empresários acreanos no auditório do Sebrae-centro às seis da noite.
Okamotto lembrou que além do novo panorama mundial que está fazendo multiplicar as exportações brasileiras, os bons resultados da economia devem-se também ao sucesso dos programas sociais do governo Lula que distribuem R$ 8,2 bilhões às populações mais carentes. Isto faz com que cada vez mais pessoas tenham condições de consumir, o que estimula a produção e os demais setores de um mercado interno cada vez mais forte.
Isto já comprovado na prática em pesquisa encomendada pelo Sebrae à Vox Populi que detectou agora a taxa de sobrevivência de 78% das micro e pequenas empresas após dois anos de funcionamento. Em 2004 dez anos, essa taxa era de apenas 50% devido às instabilidades do mercado e ao despreparo dos empreendedores que se aventuravam no mundo dos negócios.
É importante lembrar que essas MPE´s são responsáveis pela criação de 52% dos empregos urbanos e que durante esta nova fase de crescimento brasileiro elas geraram 48% dos novos postos de trabalho. A pesquisa também constatou que os novos empreendedores está buscando mais conhecimento antes de montar seus negócios, qualificam seus funcionários e metade dos empresários estão fazendo faculdade.
Todos por um - Mas Okamoto advertiu que a sustentabilidade desse crescimento econômico e social depende dos empreendedores acreditarem no Brasil investindo em novos negócios para aproveitar as oportunidades que estão surgindo no mercado. E é essencial que façam isso modernizando as linhas de produção e investindo na qualificação de seus trabalhadores para que o país possa tornar-se cada vez mais competitivo nessa disputa em que a China hoje é líder.
Advertiu para o fato de que mantendo essa taxa de crescimento brasileiro em 5% ao ano pelos próximos 15 anos, quando chegarmos lá as empresas terão de disputar trabalhadores para garantir o funcionamento de suas linhas de produção. Sobreviverá quem desde agora investir em planejamento de médio e longo prazos, tecnologia e informação, capacidade de inovação, qualidade de capital humano e internacionalização de seus negócios num mundo cada vez mais globalizado.
Esclareceu que o Estado Brasileiro está investindo nisto ao reduzir juros e taxas tributárias, além de estímulos à inovação tecnológica e cuidados ambientais. Paralelamente, através de ações como Plano de Aceleração do Crescimento (Pac) investe na integração interna, como por exemplo a conclusão do asfaltamento de Rio Banco a Cruzeiro do Sul, na integração Latino-Americana por meio de obras como a Estrada do Pacífico e uma política industrial cada vez mais agressiva para que o país deixe de ser o grande fornecedor mundial de matérias primas para tornar-se exportador de produtos acabados.
Crise Americana - Reconheceu a influência exercida pelo mercado norte-americano que mergulha numa crise cada vez mais profunda, mas lembrou que se há dez anos um 1/3 das exportações brasileiras iam para os EUA, 1/3 para a Europa e 1/3 para o restante do mundo, mas graças à política de diversificação comercial liderada por Lula, hoje destinamos apenas 16% dessas exportações ao mercado americano.
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