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Zoneamento comprova importância do Riozinho para o abastecimento

Reunião mostra resultados importantes para a conservação e para a economia do município


Coordenador do grupo técnico do Zeas, Judson Valentim


Relatório preliminar do Zoneamento Econômico, Ambiental, Social e Cultural de Rio Branco (Zeas) aponta que a preservação da bacia do Riozinho do Rola - onde se concentra a maior reserva florestal do município - é indispensável para o abastecimento da calha do rio Acre, que abastece a cidade de Rio Branco. Mostra ainda que, diferentemente do que se pensava, alguns pólos agroflorestais gerariam muito mais lucro a seus assentados se esses cultivassem hortaliças.

Esse primeiro diagnóstico foi apresentado na manhã de ontem, durante a primeira reunião para avaliar o relatório parcial do Zeas, financiado pelo Banco da Amazônia, por meio da Fundação Bioma. O estudo, financiado pelo Banco da Amazônia por quase R$ 360 mil, detalha, por exemplo, que 74% da área total de Rio Branco é coberta de floresta e que, dos 26% do restante desmatado, 62,6% são compostos de áreas de pastagem. Esse número é proporcionalmente menor que o da média estadual, que é de 80%.

“Os resultados mostram fatos que permitem um nível de detalhes muito maior que os já existentes. No caso desse último, significa que podemos estar trabalhando com os produtores políticas que possam retardar um pouco mais o desmate das demais áreas intactas”, explica Judson Ferreira Valentim, coordenador-geral do Grupo Técnico de Acompanhamento e Sistematização do Zeas. Ele afirma que a pesquisa está possibilitando responder a perguntas como que florestas são essas e quais as que têm potencial para gerar renda em manejos florestais tanto para pequenos quanto para os grandes produtores.

Outro dado interessante poderá ser a descoberta de um futuro promissor para três culturas na área de biocombustíveis. Em todo o Estado, há cerca de dois mil produtores de coco, dendê e mamona, matéria-prima para o combustível ecológico, da qual boa porcentagem está assentada no município de Rio Branco. “Existe até uma empresa do setor se preparando para se instalar aqui e que deve beneficiar a produção em fase de estudo”, afirma o pesquisador.

Reuniões como a que aconteceu hoje servem para que os membros da Comissão Municipal do Zeas, composta de representantes das câmaras públicas municipal, estadual, federal e das câmaras Empresarial, dos Trabalhadores e da Sociedade Civil, possam estar se inteirando do estudo e sugerindo mudanças, se necessário.

Zeas herdou organização do Plano Diretor

O prefeito de Rio Branco, Raimundo Angelim, lembrou a necessidade de atender com cuidado as expectativas de todos na construção do Zeas. Ele ressaltou que o Plano Diretor de Rio Branco foi considerado pelo Ministério das Cidades um exemplo a ser seguido pelas cidades brasileiras. A sua importância deveu-se ao fato de ele ter sido o mais participativo do Brasil, com a duração de 17 meses para ser remetido a aprovação da Câmara de Vereadores e com a realização de várias audiências públicas, com a participação de mais de 4.500 pessoas.

“Estes serão instrumentos legítimos de planejamento para os próximos 15 anos. Legítimos porque são construídos com a prática do compartilhamento, sem ‘assembleísmo’ e sem levantamento de crachás”, afirmou o prefeito, referindo-se à total lisura na construção do Plano Diretor e do Zeas.

A prefeitura vai disponibilizar no seu site um link com três níveis de acesso aos documentos que gradativamente estão sendo elaborados pelo zoneamento. O primeiro deles será apresentado para toda comunidade, o segundo nível será aberto por meio de senhas individuais aos conselheiros da comissão do Zeas e o último nível será para o grupo interno do dispositivo, aí incluindo o prefeito e técnicos da prefeitura.

 

 

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Rio Branco-AC, 18 de julho de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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