OPINIÃO
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Gladson Cameli *

 

O Pan, o Brasil e o Acre

A realização do 15° Jogos Pan-Americanos no Rio de Janeiro não poderia vir num momento mais oportuno para o País como um todo. Justo no instante em que o Cristo Redentor é guindado à posição de uma das sete Maravilhas do Mundo Moderno. E para completar, o fluxo de turismo atinge um patamar jamais visto em que pese todas as dificuldades do setor. É hora do Brasil ganhar notoriedade positiva e chamar a atenção do mundo agora para um setor nobre e extremamente popular- o esporte. E das mais diversas modalidades, num espetáculo de força, técnica e juventude que ganha admiradores e torcedores mundo afora.

Na realidade todos ganham. Ganha o Brasil ao sediar um evento internacional e ter de construir praças de esportes obrigatórias para a realização dos jogos. Dos alojamentos recém-construídos até os ginásios mais requintados, todos serão devidamente aproveitados ao término dos jogos,não apenas como praça de esportes,mas também como escolas e creches. O estímulo à prática de esportes talvez seja o mais expressivo de todos os benefícios, sobretudo num País onde infância e juventude têm no esporte um modelo de desenvolvimento saudável de corpo e mente, longe do ócio,das drogas e da delinqüência.

Os ganhos reais se espalham em todos os setores. No ramo de esportes propriamente dito são diversas as modalidades que hoje tem um desenvolvimento e expressão de nível mundial como natação, judô, ginástica olímpica, basquete, vôlei, handebol e,claro,a preferência nacional- o futebol. Os nomes nacionais de fama mundial contribuem enormemente para impulsionar inúmeros novos valores encontrados no anonimato dos bairros, nos campos de várzea e nas praças públicas com parcos instrumentos de prática esportiva. As pequenas agremiações esportivas são celeiros intermináveis de futuros fenômenos esportivos desde que acompanhados e estimulados convenientemente.

No Acre não é diferente do resto do Brasil. A construção de praça de esportes, campos de futebol e ginásios cobertos são o primeiro passo de atletas em potencial prontos para desenvolver talentos que podem muito bem figurar em olimpíadas e campeonatos mundiais, nacionais e regionais. Políticas públicas bem direcionadas e patrocínios bem dirigidos podem ser o ponte-pé inicial de uma carreira coberta de glórias e vitórias. A vocação nata aliada a uma boa dose de ousadia, determinação,acesso adequado a meios e boa vontade podem ser o somatório de medalhas e campeonatos acumulados. Os governos Central, estaduais e municipais aliado aos Legislativos dos 3 níveis podem ser fundamentais para a estruturação necessário do setor esportivo,como se deu em países com muito menos condições econômicas e que hoje desfrutam de um status esportivo invejável. É só questão de proposição, mobilização, parceria e adequação dos meios. Nós, políticos com mandato temos muito a colaborar.

* Deputado federal pelo PP

 

 
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Rio Branco-AC, 18 de julho de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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