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Los Porongas e Dado Villa-Lobos encerram a Semana do Rock com um show que sinaliza o novo frescor do rock brasileiro
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| Quem foi a Concha Acústica Jorge Nazaré no último domingo (15), no encerramento da Semana do Rock em Rio Branco (AC) foi brindado com um show carregado de intensidade da banda Los Porongas e Dado Villa-Lobos. O melhor é que a comunhão se completou com a platéia composta por gente de todas as idades, isso é o que traduz o espírito do rock in roll. Para somar mais ainda Camundogs e Nicles deram o recado como bandas convidadas.
O show foi o coroamento da programação que começou no último dia 10 com o Tributo aos Dinossauros, seguido do Circuito Documentário com a exibição de Botinada – A Origem do Punk no Brasil de Gastão Moreira, do Sempre um Papo com o jornalista, escritor e produtor musical Alex Antunes que lançou A Estratégia de Lilith, da mesa redonda com Dado Villa-Lobos (RJ), Pablo Capilé (MT), Alex Antunes (SP) e Diogo Soares (AC) com o tema Retratos do Rock e Pop no novo Milênio e do Intermunicipal Rock com a participação de dez bandas locais: Fire Angel, Soldier, Metal Live, Nova Banda, Blush Azul, Escalpo, Nicles, Dream Healer, Silver Cry e Filomedusa. A programação da Semana do Rock foi realizada pelo governo do Estado, através da FEM e Secretaria de Turismo, Esporte e Lazer em parceria com a prefeitura de Rio Branco (FGB) e gabinete do vereador Márcio Batista. Antes mesmo dos rapazes subirem ao palco o espaço da Concha Acústica estava lotado por um público que queria ver de perto o que os paulistanos já haviam assistido no CCBB, em São Paulo, na série de shows Supernovas: o Los Porongas sob a benção de Dado Villa-Lobos. Cerca de seis mil pessoas tomaram o espaço para ouvir a nova revolução da música acreana.
Os rapazes da banda Nicles abriram o evento. Com seu estilo indie rock psicodélico, uma mistura de grunge, alternativo, punk rock, a Nicles mostrou atitude merecendo elogios do ex-Legião Urbana que assistiu ao show dos bastidores atento a perfomance de Kilrio Farias (vocal), Wesley Moura (guitarra), Fred Margarido (teclados), André Bandeira (baixo) e Johnny Ratts (bateria). Já a Camundogs fez um show que carimbou sua experiência que vem de uma bagagem de apresentações em vários festivais independentes do país. Os rapazes mostraram o novo som da banda que traz uma levada mais pesada, letras carregadas de verve poética e muito pop-rock. Mais uma vez o líder da Camundogs Aarão Prado dominou o palco e sua legião de fãs que cantava na ponta da língua as músicas do repertório. Aarão Prado (Voz), Junior Saady (Bateria), Gilberto Lucas (Guitarra), Marxson Henrique (Teclados) e João Paulo (Contra-baixo), confirmaram ser a Camundogs um dos destaques na cena do rock local e regional. Enquanto as duas bandas davam o recado, o Los Porongas se preparava para entrar em cena com Dado Villa-Lobos. A banda acenava que o retorno aos palcos de Rio Branco vinha carregado de forte emoção. O Los Porongas sob o comando do líder Diogo Soares (vocalista) levantou o público com Lego de Palavras seguido de Tudo ao Contrário e Subvertigem daí pra frente se ouvia suas ótimas letras serem cantadas por uma legião de fãs. Foi só Dado Villa-Lobos se lançar para abençoar os rapazes, que não restava mais nada, apenas muito rock in roll na sua mais forte essência, tudo abençoado por Nada Além, Tempo Perdido e Eu Sei. Com a mesma luz que parece irradiar das telas de Hélio Melo, das pinturas feitas a partir da mistura de pigmentos naturais, receita única que o artista nunca revelou, o Los Porongas comprova ser uma das melhores revelações do rock brasileiro e mais ainda que o rock da floresta é tão bom quanto aquele feito lá para as bandas do Sul e Sudeste. Vamos apostar que essa seja a cara do novo rock brasileiro cheio de luz própria.
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