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Política da poluição sonora e visual preocupa eleitores População se incomoda com o barulho e sujeira no período eleitoral |
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Se o candidato espera ganhar votos fazendo barulho e distribuindo “santinhos” para quem passa nas ruas está enganado. Boa parte da população se sente incomodada com a poluição sonora e visual provocada pela movimentação dos cabos eleitorais que tomam as calçadas do centro da cidade. Para o aposentado Nilo Figueiredo Maia, este tipo de propaganda não deveria existir, pois muitos carros transitam pela capital com o volume do som acima do permito por lei, além da sujeira que é causada pelos cabos eleitorais. “O barulho incomoda muito, os candidatos poderiam encontrar outros meios para realizarem as suas campanhas”, afirmou Lino. O aposentado falou ainda que o ideal seria se as propagandas eleitorais acontecessem apenas no rádio e não televisão. “Desta forma poderíamos escolher se queríamos ou não ouvir as propostas dos candidatos”, ressaltou Figueiredo. O taxista Melito da Costa Silva, também é contra a propaganda que os candidatos fazem nas ruas, segundo ele, muitas pessoas trabalham para os candidatos segurando bandeiras e cartazes, mas ao invés de apoiá-los sentem vergonha e se escondem atrás dos materiais de campanha. “Acho que esse tipo de propaganda não tem influência nenhuma na hora da votação, eu percebo que a maioria das pessoas que recebem aqueles ‘santinhos’ não têm nem o trabalho de olhar para saber de que candidato se trata”, frisou o taxista. Para Cleilson da Silva Souza, vendedor de vale transporte, o que mais o incomoda são os veículos que estacionam e ficam horas em um mesmo lugar usando alto-falantes e amplificadores de voz. “Quando se trata de automóveis ambulantes ainda dá para relevar, mas quando eles param em um local e passam horas é muito desagradável. Há duas semanas parou um carro aqui perto do Calçadão da Benjamin Constant e passou mais de uma hora com um som altíssimo, me deu vontade de ligar para o Imac e denunciar”, contou Cleilson. O que diz o TRE - De acordo com a cartilha das eleições 2006 do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Acre, os níveis sonoros máximos permitidos em ambientes externos são: zona de hospitais (45 e 40 decibéis) e zona residencial urbana (55 a 50 decibéis), nos períodos diurno e noturno, respectivamente. São vedadas a instalação e o uso de alto-falantes, ou amplificadores de som, em distância inferior a 200 metros das sedes dos Poderes Executivo e Legislativo da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, das sedes dos Tribunais Judiciais, e dos quartéis e outros estabelecimentos militares, dos hospitais e casas de saúde, das escolas, bibliotecas públicas, igrejas e teatros, quando em funcionamento. A cartilha cita ainda que é permitida a veiculação de propaganda eleitoral mediante distribuição de folhetos, volantes e outros impressos, os quais devem ser editados sob a responsabilidade do partido, coligação ou candidato, independente da obtenção de licença municipal e de autorização das Justiça Eleitoral, desde que no material impresso haja o número de inscrição do CNPJ da empresa que o confeccionou. |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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