POLÍTICA

Curso da Embrapa reúne profissionais da região Norte

Evento discute segurança e biossegurança


Durante esta semana pesquisadores, laboratoristas, analistas e bolsistas da Embrapa Acre (Rio Branco), Embrapa Rondônia (Porto Velho) e Embrapa Roraima (Boa Vista), que realizam ou coordenam trabalhos em laboratórios, estão aprendendo um pouco mais sobre os riscos de acidentes e doenças ocupacionais decorrentes da atividade. O primeiro curso sobre Segurança e Biossegurança em Laboratórios para Qualidade Total, realizado na sede da Embrapa Acre, encerra nesta sexta-feira, 17.

Além de conhecimentos técnicos, o treinamento vai proporcionar uma visão crítica de aspectos da segurança e biossegurança laboratorial, de acordo com padrões de qualidade previstos pelo Inmetro e ISO 17025. Toxicidade das principais classes de produtos químicos, conceitos de limites de tolerância, equipamentos de proteção coletiva e individual, layoult para tornar um laboratório seguro, além de Boas Práticas de higiene do trabalho e biossegurança estão entre os conteúdos abordados e vão orientar o planejamento e desempenho da atividade, garantindo maior segurança.

As atividades em laboratórios envolvem uma variedade de riscos devido à presença de substâncias tóxicas, corrosivas, irritantes e inflamáveis, utilização de equipamentos causadores de alteração de temperatura e emissores de radiações e ainda trabalhos envolvendo agentes biológicos e patogênicos.

“As causas mais freqüentes de acidentes estão relacionadas a procedimentos operacionais inadequados, uso incorreto de equipamentos e de materiais com características desconhecidas, além de alterações emocionais. Ter consciência dos riscos a que se está exposto é o primeiro passo para tornar o ambiente de trabalho mais seguro”, diz a engenheira química e de segurança do trabalho Sandra de Angelis.

Na avaliação do químico e higienista Adolfo Borges, um dos instrutores do curso, os riscos existentes podem ser administrados. A segurança é uma questão de postura de profissionais e instituições. Ambientes bem planejados e procedimentos orientados ajudam a reduzir as situações de risco. “Nenhum produto é tão perigoso se manuseado adequadamente”, enfatiza.

Um dos resultados práticos da capacitação será o diagnóstico situacional dos laboratórios das unidades envolvidas, com indicação dos níveis de riscos químicos e biológicos. Os dados servirão de base para a elaboração do Manual de Boas Práticas de Segurança e Biossegurança, com base em critérios gerais estabelecidos pela legislação, adaptados às especificidades de cada laboratório.

Para a professora Petra Sanches, pioneira em estudos de biossegurança, quando a questão é segurança, não basta executar técnicas e procedimentos adequados. É preciso também adotar medidas preventivas, visando eliminar ou minimizar os ricos que podem comprometer a saúde humana, meio ambiente e a qualidade dos trabalhos desenvolvidos. No caso da Embrapa, cujas unidades descentralizadas desenvolvem suas pesquisas tanto em laboratórios como em áreas de campo, é importante definir regras específicas de segurança.

A Embrapa Acre é uma das 41 unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Mais informações:
Diva Gonçalves. diva@cpafac.embrapa.br
Embrapa Acre
Contato: (068)3212-3572

 
 
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Rio Branco-AC, 18 de agosto de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Com Leonildo Rosas
 
 
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