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| Romerito Aquino | ||
O senador Tião Viana acertou na mosca quando, em maio, vaticinou na imprensa a atual crise política ao explicar que a opção preferencial do governo em ter como aliados no Congresso políticos fisiológicos só poderia provocar, cedo ou tarde, uma grave crise política. Nunca é demais lembrar que é justamente parte desses políticos fisiológicos que hoje se encontra no corredor polonês da cassação por terem recebido dinheiro sujo do publicitário Marcos Valério, a mando da antiga cúpula do PT. Na mosca II As frases a seguir, do senador Tião Viana, deram as razões da previsão que fez sobre a bombástica crise que se abateu depois sobre o governo e o legislativo. “O Congresso não é uma casa de pedintes. O presidente (Lula) deveria ter se aproximado pelo bom caminho, não pelos defeitos, mas pelas virtudes dos partidos. Não sabendo conviver, (Lula) menosprezou os bons aliados que poderia ter arregimentado e começou a perder votações”. Na mosca III Por essas e por outras, quando pediu, antes da crise, que todos os ministros colocassem seus cargos à disposição do presidente para esse fazer uma coalizão com a parte boa do Congresso Nacional (os ministros acabaram fazendo isso e Lula é que não quis seguir a sugestão do senador acreano), é que o senador Tião Viana tem se tornado um dos políticos mais admirados e respeitados do Congresso Nacional. Saídas da crise Como a iminente saída do deputado propineiro Severino Cavalcanti da presidência da Câmara, a crise política tende a chegar ao fim se forem adotadas alguns caminhos tanto por parte do governo quanto pelo lado do Legislativo. O caminho do governo é formar uma base com a parte saudável do Congresso, como pregou o senador Tião Viana, e partir para executar projetos que verdadeiramente amplie e distribua ainda mais a renda nacional. O Caminho do Congresso é escolher um presidente que seja honesto, ético e capaz de começar uma cruzada para varrer as práticas de corrupção e de bandidagem dentro do parlamento. O resto é esperar que o povo faça a varredura maior nas próximas eleições. Despedida dura O ex-deputado Roberto Jefferson pode ser lá canastrão e um corrupto, mas o país todo parou para vê-lo se despedir do parlamento no dia de sua cassação. Com uma pose de maestro, ele orquestrou frases e citações duras contra todos os que estão envolvidos na atual crise política. Nem o presidente Lula ele aliviou. Disse que se Lula não cometeu crime de ação, mas pelo menos cometeu crime de omissão ao permitir que auxiliares e a cúpula de seu partido praticassem fisiologismo no Congresso. Cuspindo no prato O senador Geraldinho Mesquita continua a fustigar cada vez mais o governo, tanto o de Jorge Viana quanto o de Lula. O que os jornalistas que cobrem o Congresso não entendem nunca é como o senador pode estar cuspindo tão ferozmente no prato que comeu. Afinal, ele só foi eleito com a ajuda dos dois políticos. Vem daí talvez a pouca ou quase nenhuma repercussão que os seus inflamados discursos estão tendo na imprensa. Além do mais, ainda é recente a lembrança que os jornalistas têm da manchete estampada em abril pelo Jornal do Brasil denunciando o senador do PSol acreano como recordista do nepotismo no Senado. Expectativa Por falar em PSol, uma boa atração das próximas eleições majoritárias do país será observar os gastos de campanha do novo partido, que conseguiu seu registro esta semana na Justiça Eleitoral. Isso será importante porque o ex-deputado Roberto Jefferson disse que o único partido do Congresso que ainda não havia praticado o caixa-dois em campanha era o da senadora Heloísa Helena. “Não praticou porque ainda não participou de uma eleição”, vaticinou Jefferson. A conferir. Elevando o nível Algo a se destacar pelos lados da oposição no Acre. O PFL acaba de ter a sua direção local renovada, com o diplomata Chagas Freitas assumindo o comando do partido para sedimentar uma possível candidatura ao governo em 2006. Quem conhece Chagas, sabe que ele tem tudo para fazer uma oposição responsável, séria, criativa e propositiva no estado. Enfim, Chagas Freitas pode ser o ponto de partida para elevar o necessário nível da oposição na política acreana. Olha quem fala I O empresário e ex-deputado Narciso Mendes veio a público em nota de esclarecimento em relação a uma matéria de minha autoria dizendo que me processou criminalmente por calúnia e difamação. Quero dizer ao empresário que ele pode me processar quantas vezes quiser porque não tenho medo da Justiça, pois meus 29 anos de trabalho profissional está fundamentado em valores da ética, da verdade e do respeito aos princípios do jornalismo responsável. Valores que certamente o empresário sequer conhece, pois nunca os praticou em sua vida pregressa. Olha quem fala II Ademais, quem tem motivos sérios para se preocupar e temer a Justiça é o próprio empresário Narciso Mendes, que há anos responde na Justiça Federal a dezenas de ações movidas pelo Ministério Público por sonegação de tudo que é tributo federal por parte de suas empresas. Possivelmente se tivéssemos no país uma justiça mais célere e mais livre de penduricalhos protelatórios, esse empresário já estaria há tempos atrás das grades. |
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