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Diretor do Incor vem ao Acre analisar situação de bebê cardiopata Paciente recebe no Estado tratamento semelhante ao oferecido no Instituto do Coração, dizem especialistas |
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Timmerman e outro cardiologista estiveram na tarde de ontem em Rio Branco especialmente para examinar Nilciele. Havia uma polêmica em torno de sua remoção para outro Estado: muita gente achava que ela deveria viajar mas o governo do Acre, através da Procuradoria Geral do Estado, questiona, com base em laudos médicos, o imediatismo da remoção. A polêmica envolve as empresas de transporte aéreo, que estão sendo estimuladas a adaptarem as aeronaves para viajar com pacientes em situação delicada como Nilcieli. De acordo com o boletim médico, Nilciele teve uma parada respiratória e duas paradas cardíacas. Atualmente está sendo mantida com drogas que auxiliam nos batimentos cardíacos, o que impossibilita seu deslocamento para que ela seja tratada em outro lugar. “Enquanto for dependente das drogas é contra indicado levar a menina para outro lugar”, disse Sérgio. Segundo o diretor da Incor o quadro clínico da criança é grave e deve aguardar melhora em Rio Branco. Quando o bebê se recuperar -e se for o caso -deverá ser levado para outro Estado em busca de melhores condições de tratamento. O especialista em doenças do coração veio de São Paulo para avaliar as condições para que a paciente fosse transportada. “Todas as vezes que a equipe médica tentou retirar a medicação, a paciente não reagiu bem. Isso mostra a dependência. Ela não tem condições de ser transportada para outra unidade de saúde, o transporte seria de risco”, avalia o cardiologista. Segundo relatou Elizabeth Sousa, pediatra, a junta médica ainda não conseguiu fechar o diagnóstico preciso acerca da doença da criança. “Sabemos que se trata de uma cardiopatia congênita complexa”, disse ela. O maior desafio da equipe é de estabilizar as infecções e diminuir a dependência das drogas. O governo do Estado, através da secretária de saúde, Suely Melo, acionou a FAB Força Aérea Brasileira, que colocou à disposição um avião equipado para fazer esse tipo de transporte e a Procuradoria Geral do Estado está pedindo junto à Presidência do Tribunal de Justiça do Acre a suspensão da liminar expedida pela 1ª Vara da Fazenda Pública que determinou a imediata remoção do bebê Nilcieli Vitória Batista da Costa, de 77 dias, que sofre de cardiopatia congênita. O pedido da PGE baseou-se em laudo da junta médica da Secretaria de Estado da Saúde que afirma que o bebê não tem condições clínicas para ser removido sequer até o aeroporto -o mesmo diagnóstico dos especialistas do Incor. O Governo do Acre segue mantendo e ampliando a atenção ao bebê. O governador Jorge Viana determinou cuidado especial com a situação. |
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