COTIDIANO

Diretor do Incor vem ao Acre analisar situação de bebê cardiopata

Paciente recebe no Estado tratamento semelhante ao oferecido no Instituto do Coração, dizem especialistas


Médico diretor do Incor, Sérgio Timmerman, examina o estado de Nilcele


Após vários exames confirma-se que o bebê Nilciele Vitória da Costa, de apenas 80 dias de vida, está recebendo na Maternidade Bárbara Heliodora o mesmo tratamento que receberia em outra unidade especializada em problemas cardíacos, como o Instituto do Coração (Incor) de São Paulo. “O que a equipe médica do Acre está fazendo aqui, também seria feito no Incor”, disse Sérgio Timmerman, diretor do Incor, que avaliou a criança.

Timmerman e outro cardiologista estiveram na tarde de ontem em Rio Branco especialmente para examinar Nilciele. Havia uma polêmica em torno de sua remoção para outro Estado: muita gente achava que ela deveria viajar mas o governo do Acre, através da Procuradoria Geral do Estado, questiona, com base em laudos médicos, o imediatismo da remoção. A polêmica envolve as empresas de transporte aéreo, que estão sendo estimuladas a adaptarem as aeronaves para viajar com pacientes em situação delicada como Nilcieli.

De acordo com o boletim médico, Nilciele teve uma parada respiratória e duas paradas cardíacas. Atualmente está sendo mantida com drogas que auxiliam nos batimentos cardíacos, o que impossibilita seu deslocamento para que ela seja tratada em outro lugar. “Enquanto for dependente das drogas é contra indicado levar a menina para outro lugar”, disse Sérgio.

Segundo o diretor da Incor o quadro clínico da criança é grave e deve aguardar melhora em Rio Branco. Quando o bebê se recuperar -e se for o caso -deverá ser levado para outro Estado em busca de melhores condições de tratamento. O especialista em doenças do coração veio de São Paulo para avaliar as condições para que a paciente fosse transportada. “Todas as vezes que a equipe médica tentou retirar a medicação, a paciente não reagiu bem. Isso mostra a dependência. Ela não tem condições de ser transportada para outra unidade de saúde, o transporte seria de risco”, avalia o cardiologista.

Segundo relatou Elizabeth Sousa, pediatra, a junta médica ainda não conseguiu fechar o diagnóstico preciso acerca da doença da criança. “Sabemos que se trata de uma cardiopatia congênita complexa”, disse ela.

O maior desafio da equipe é de estabilizar as infecções e diminuir a dependência das drogas.

O governo do Estado, através da secretária de saúde, Suely Melo, acionou a FAB Força Aérea Brasileira, que colocou à disposição um avião equipado para fazer esse tipo de transporte e a Procuradoria Geral do Estado está pedindo junto à Presidência do Tribunal de Justiça do Acre a suspensão da liminar expedida pela 1ª Vara da Fazenda Pública que determinou a imediata remoção do bebê Nilcieli Vitória Batista da Costa, de 77 dias, que sofre de cardiopatia congênita. O pedido da PGE baseou-se em laudo da junta médica da Secretaria de Estado da Saúde que afirma que o bebê não tem condições clínicas para ser removido sequer até o aeroporto -o mesmo diagnóstico dos especialistas do Incor.

O Governo do Acre segue mantendo e ampliando a atenção ao bebê. O governador Jorge Viana determinou cuidado especial com a situação.

 

 
© Copyright Página 20 todos os direitos reservados    -      Imprimir       -       TOPO
 COTIDIANO
 COLUNAS
 EDITORIAL
 ENTREVISTA
 ESPECIAL
 POLÍTICA
 OPINIÃO
 VIA PÚBLICA
 VARIEDADES
 EDIÇÕES
 EXPEDIENTE
 E-MAIL
 
Rio Branco-AC, 18 de outubro de 2006
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
P E S Q U I S A