COTIDIANO

Pacientes de hemodiálise vão à Aleac em busca de soluções

 


Pacientes da Fundação Hospital Estadual do Acre (Fundhacre) foram à Assembléia Legislativa do Estado (Aleac), na manhã desta terça-feira, 17, para pedir o apoio dos parlamentares na luta por melhorias no serviço de hemodiálise oferecido pela Fundação.

Segundo Berenice Silva, usuária de hemodiálise há três anos e representante da Associação dos Pacientes Renais e Transplantados do Acre (Apartac), há mais de um ano, os pacientes vêm sofrendo com a falta de remédios e equipamentos suficientes para o atendimento.

Em 03 de fevereiro do ano passado, estas e outras reclamações foram registradas pela deputada Naluh Gouveia (PT) e encaminhadas ao governador Jorge Viana, ao diretor superintendente da Fundhacre, Amsterdan Sandres, e, ainda, à Secretaria Estadual de Saúde.

No relatório encaminhado às autoridades, foram constatados problemas que vão desde a insuficiência no atendimento por haver poucos equipamentos (de 17, apenas 10 funcionam) e a falta de medicamentos, até a escassez de água destilada, que é essencial para o tratamento.

Segundo a deputada, até hoje, nenhuma atitude foi tomada para resolver a situação precária que se encontra o serviço de hemodiálise da Fundhacre. “O governador já está deixando o cargo e ainda não foi resolvido o problema. Por isso vamos tornar público e se possível encaminhar ao Ministério Público Estadual”.

Após a reunião com os parlamentares, os pacientes marcaram outro encontro, para a próxima quinta-feira, 19, quando poderão discutir os problemas juntamente com os deputados e o diretor superintendente da Fundhacre, Amsterdan Sandres.

Veja, abaixo, como funciona a hemodiálise**:

1 A sessão de hemodiálise começa com a introdução da agulha que vai extrair o sangue do paciente com insuficiência renal. A agulha é colocada no braço, numa fístula — união entre uma veia e uma artéria — para que a vazão do sangue seja grande;

2 A cada minuto, cerca de 300 mililitros de sangue cheios de impureza saem do organismo do paciente. Um sistema de bombas impulsiona o líquido por um circuito de tubos extracorpóreos até um filtro, instalado do lado de fora da máquina;

3 No filtro há milhares de microtubinhos (capilares) por onde o sangue passa. Semipermeáveis, eles ficam mergulhados numa solução à base de água e sais. Os elementos importantes do sangue (como os glóbulos vermelhos) são grandes e não atravessam as paredes dos capilares. Já substâncias tóxicas (como a uréia) são menores e passam para a solução, de onde serão eliminadas;

4 O sangue purificado que percorreu os capilares sai do outro lado do filtro e retorna ao paciente. Todo o processo da hemodiálise é comandado por uma grande máquina. O sangue não passa por ela. A máquina apenas controla itens como o fluxo da solução que circula pelo filtro, além de ter vários monitores que permitem verificar se a hemodiálise está correndo bem.

** (Publicado no site http://mundoestranho.abril.uol.com.br/ Edição 33 - 11/2004).

 

 
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