POLÍTICA

Tião lidera diálogo entre Executivo e Legislativo brasileiros

Oposição e governo comemoram negociações em torno da CPMF

Carlos Rudiney
Reunião de ontem aproximou
a Presidência da República das
lideranças da oposição e do governo


Brasília - Apostar no diálogo entre o Executivo e o Legislativo e retomar uma pauta positiva de votações no Senado. Esse foi o tom com que o presidente interino da Casa, Tião Viana, conduziu nesta quarta-feira, uma reunião com o presidente da República em exercício, José Alencar, e os líderes partidários da oposição e do governo. Para Tião Viana, a participação de José Alencar no encontro confirma “o interesse da Presidência da República em ter uma aproximação institucional com o Senado, por tudo que o Senado representa na história da democracia brasileira e na história das reformas do Estado brasileiro”.

Oposição e governo comemoraram a abertura das negociações em torno da CPMF, tema central da reunião. O diálogo foi reforçado com a presença dos ministros da Saúde, José Gomes Temporão, e das Relações Institucionais, Walfrido Mares Guia, além dos secretários-executivos do Ministério do Planejamento, João Bernardo, e do Ministério da Fazenda, Nelson Machado. A oposição voltou a cobrar, senão o fim, pelo menos mudanças na cobrança do imposto – sua redução ou divisão entre estados e municípios – e o presidente José Alencar ponderou que, sem a CPMF, não há como fechar as contas do governo. No final, ficou acertada nova reunião, na próxima semana, dessa vez no Palácio do Planalto.

“Foi uma extraordinária afirmação das opiniões políticas, das convicções partidárias e das concepções ideológicas de todos os líderes e partidos”, comemorou o presidente interino do Senado, ao final da reunião. Segundo Tião Viana, José Alencar demonstrou sua confiança de que “a Casa será capaz de achar uma saída para essa equação tão difícil que é reduzir a carga tributária e respeitar o equilíbrio orçamentário.”

O presidente da República em exercício saiu otimista do encontro. Ele observou que, embora o governo não possa abrir mão da CPMF no momento, no futuro pode negociar uma redução da líquota. E garantiu: “Estamos aqui para dialogar com o Senado e não para impor ou ameaçar”. Embora não tenha se deixado convencer pelos argumentos do governo, o líder do DEM, Agripino Maia, também saudou a reunião como “um gesto que tem que ser aplaudido”. “Essa reunião veio para estabelecer o diálogo”, ponderou. (Da assessoria parlamentar)

 
 
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Rio Branco-AC, 18 de outubro de 2007
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