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Emocionada, Naluh lê sua carta de desfiliação do PT Parlamentar disputa vaga no Tribunal de Contas do Estado |
![]() Naluh Gouveia falou de sua trajetória no Partido dos Trabalhadores |
A deputada Naluh Gouveia (sem partido) leu na sessão de ontem a sua carta de desfiliação dos quadros do Partido dos Trabalhadores. Depois de mais de duas décadas dentro da legenda, Naluh sai para poder concorrer à vaga do Tribunal de Contas do Estado (TCE). A desfiliação aconteceu na última quinta, mas só ontem foi comunicada ao Parlamento. A ex-petista usou o tempo destinado à liderança do PT - 17 minutos - para ler a carta. Cercada pelos holofotes da imprensa, Naluh Gouveia não se conteve e chorou durante a leitura. Na carta, a deputada narra toda a sua trajetória política como membro do PT. Em 1983, junto com outros petistas, Naluh funda e se filia ao PT. Ainda sob os olhares do governo militar, ela lembra que as reuniões do partido se davam quase de forma clandestina e os militantes usavam codinomes. O dela, recorda, era Ane. Organizar um partido de esquerda naquele tempo não era fácil. “Vendi muitos balões na praça e meus livros para poder ajudar o Partido dos Trabalhadores”, revive Naluh. Mas para ela tudo isso valeu a pena, pois os jovens militantes acreditavam na luta por um Acre e um Brasil melhor. “Com justiça social, distribuição de renda e reforma agrária, dono do seu próprio destino.” Da sala de aula ao Parlamento Ainda naquela mesma época de turbulência social, Naluh é aprovada no vestibular para o curso de Letras da Ufac. Em 1983, faz e passa em um concurso para ser professora da prefeitura de Rio Branco. Como professora começou sua militância sindical ao entrar na antiga Associação dos Professores do Acre (Aspac), hoje Sinteac. Dentro do sindicato, a luta de Naluh alcançou viés político. Uma de suas maiores bandeiras, à época, era pelo impeachment do então governador Romildo Magalhães. Foi essa a causa que a fez ascender diante da sociedade rio-branquense. Em 1996, Naluh entra novamente com um pedido de impeachment; agora o alvo era o governador Orleir Cameli. Esses dois governadores, no entender de Naluh, foram os piores que o Acre já teve. Nesse mesmo ano, Naluh é eleita vereadora da capital. Daí para frente foram três mandatos como deputada estadual, sempre pelo PT. Na carta, a deputada diz que está na hora de se despedir da vida partidária, porém não política. “Nada é eterno”, enfatiza ela. “Fui militante, legisladora, fiscal dos negócios públicos e representante do povo acreano, a quem servi com lealdade e coragem e vou continuar servindo.” Naluh não se conteve e chorou. Ao término ela carregou um quadro do PT e o entregou à deputada Perpétua de Sá (PT). Naluh ainda presenteou o presidente da Mesa Diretora, deputado Edvaldo Magalhães (PC do B), com um CD da cantora Mercedes Sosa. |
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