POLÍTICA

Deputados e diretoria da BrT debatem problemas da telefonia


Fabio Pontes

Diversas são as queixas de quem mora nos municípios mais isolados quanto ao sistema de telefonia. Ruídos, interferências e queda no sinal são as mais comuns. Moradora da cidade de Porto Walter, a deputada Perpétua de Sá (PT) conhece bem esses problemas. Para tentar encontrar uma solução, ele pediu a presença na Assembléia Legislativa da diretoria da Brasil Telecom no Acre. Ela quer saber o porquê desses problemas e o que tem sido feito para solucioná-los.

Cinco dirigentes da empresa foram ontem até a Assembléia. Eles explicaram aos deputados estaduais como funciona o sistema que atende o Acre e as regiões mais distantes. O Estado está interligado com o resto do mundo por meio de cabos de fibra óptica. São mais de 1.800 quilômetros de fio que vão até a cidade de Cuiabá (MT). De lá, para o resto do País. “Como as cidades do Juruá são de difícil acesso, e não têm estrada, é impossível levar esses cabos até lá”, explica Vildemar Marques, diretor regional da Brasil Telecom.

Assim, o sinal chega até o Juruá através de sistema rádio-analógico. Esse sistema é falho e passível de sofrer interrupção na comunicação. Fábio Kishi, diretor de redes da empresa, diz que as interferências que ocorrem durantes as ligações acontecem devido à presença de rádios piratas.

Para acabar com as freqüentes reclamações, a direção da empresa instalará um satélite na região que proporcionará àquelas cidades contar com um sistema de telefonia digital. “Isso resultará em mais qualidade na prestação dos serviços”, declarou. A previsão da diretoria é que até março de 2008 o sistema seja substituído.

A conversa deixou a deputada Perpétua de Sá satisfeita e confiante de que agora os municípios do Juruá vão contar com um sistema de telefonia com mais qualidade.

Zona rural ligada

Durante a conversa, os deputados fizeram questão de fazer outras perguntas. O líder do governo, por exemplo, perguntou por que ainda existem poucos telefones públicos nas comunidades mais isoladas do estado. Marques reconheceu que a Brasil Telecom peca no atendimento à zona rural.

Segundo ele, um dos problemas é o fato de a empresa depender do sistema de uma operadora de celular, o que restringe a cobertura da telefonia fixa. O diretor afirma que em breve a companhia irá trocar o sistema e então será possível ampliar a cobertura no campo e na floresta.

Já o deputado Donald Fernandes (PSDB) quis saber o quanto a empresa fatura somente no Acre. A renda bruta da Brasil Telecom, responde Marques, é de R$ 12 milhões por mês. O parlamentar se queixou de um outro problema da empresa que é a emissão tardia das faturas de cobrança. “Muitas vezes a conta já chega vencida em nossas casas”, reclama ele.

A diretoria reconheceu o defeito e diz que trabalha nesse momento para encontrar uma solução para que as contas sejam entregues em tempo hábil.

Estreitar as relações

Para o presidente da Mesa Diretora da Aleac, deputado Edvaldo Magalhães (PC do B), a reunião entre os parlamentares e a direção regional da empresa serve para estreitar as relações entre a Assembléia e a Brasil Telecom.
Estamos aqui dialogando um problema e apontando as soluções”, afirma Magalhães.

“Nós queremos que os deputados possam nos auxiliar de que forma nós podemos direcionar os nossos futuros investimentos”, pondera Vildemar Marques.

 
 
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Rio Branco-AC, 18 de outubro de 2007
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