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Do Editor |
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Expedição Juruá Contra fatos não há argumentos. O clássico axioma do juridiquês popular se insurge contra uma das instituições consideradas mais idôneas do Estado a partir deste século 21, quando, depois de décadas de má gestão e desmandos, conquistou, não sem esforço, o crédito da sociedade acreana. A Expedição Juruá, uma epopéia fluvial promovida este mês pela Assembléia Legislativa do Acre e que reuniu uma tripulação composta de parlamentares, assessores, jornalistas e agregados, percorreu rio abaixo, do extremo oeste do Acre à capital do Amazonas, durante dez dias, mais de quatro mil quilômetros com o nobre propósito de analisar o modus vivendi das comunidades ribeirinhas da região. Pelas imagens publicadas no mais respeitado telejornal do país, porém, a excursão político-científico-social mais pareceu um estrepitoso rega-bofe, com muita carne, pagode, etílico, mergulhos espetaculares e karaokê. Pior de tudo: segundo o noticioso global, as despesas, em torno de R$ 30 mil somente com o aluguel da embarcação, podem ter tido a chancela do erário, fato que, se devidamente comprovado, vai levar a instituição a enfrentar uma tenebrosa enxaqueca. Não vale agora antecipar os fatos e apedrejar gratuitamente os integrantes da comitiva. O problema deverá ser debatido com serenidade, de maneira que, sem delongas, a população seja cientificada. O questionamento, encampado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seção Acre, terá certamente seus desdobramentos, com as providências que os acreanos não vão abrir mão de exigir. |
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