| OPINIÃO | ||
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| Gilberto Braga de Melo * |
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Como cortaram as asas do Morcego Não fui eu quem decidiu a retirada do Andirá do Campeonato Acreano 2008. Muito pelo contrário, pois contribui, sim, para o retorno do Morcego em 2006. Eu, Carlos Afonso, Claudia Malheiros e Marquinhos Gomes, com a força de outros andiraenses e amigos, tiramos o clube do ostracismo direto para a quarta posição no ranking estadual. E em 2007, apesar da suspeitosa Comissão de Arbitragem bancada pelo proprietário da Federação de Futebol do Acre, o Toniquim, fizemos do Morcego o vice-campeão. Também marcamos presença em todas as competições das categorias de base e, de lambuja, representamos o Acre na Copa do Brasil de Futebol Feminino. Por respeito ao Carlos Afonso, a Claudia, aos amigos e aos torcedores fieis, desde o doutor Thor Dantas até o indefectível Brucutu, também à imprensa esportiva e aos dirigentes de clubes que fazem das tripas coração para manter seus clubes atuantes, quero falar sobre o que sei da lamentável retirada do Andirá do Acreano 2008. No dia 7 de dezembro a Federação de Futebol do Acre reuniu os clubes, fechou as atividades de 2007 e acordou retomar em janeiro a discussão do Acreano 2008. Mas pelas caladas, o Toniquim marcou eleição para renovar a diretoria da Federação para o dia 31 de dezembro. Ele inventou o “reveillon eleitoral” e quem precisou viajar no final do ano, como foi o meu caso, nem tomou conhecimento. Toniquim é danadinho. Mestre da mesmice, ele forjou um processo eleitoral sumário e em quinze dias corridos foi reeleito sem apresentar propostas, sem admitir correções na estrutura da Federação, sem debater a modernização do futebol acreano. Ele não deu tempo de reação aos clubes. O método Toniquim é rápido: só aparece na última hora e chantageia que “se isso não for aprovado assim e agora, a CBF castiga”. E faz aquela carinha de quem vai levar um carão do tio Ricardo Teixeira. Comigo o Toniquim foi mais danadinho ainda. Para eu não voltar protestando contra o seu “reveillon eleitoral”, ele cooptou meu parceiro de Andirá, Marquinhos Gomes, como seu novo vice-presidente. Talvez inocente útil, talvez não. Quarta-feira agora, 17 de janeiro, volto à Federação para a reunião sobre o Acreano 2008 e só então fico sabendo da manobra. Achei graça na malandragem do danadinho do Toniquim, mas me senti desrespeitado pela atitude do Marquinhos Gomes. Ele participou de tudo em nome do Andirá sem ouvir nem a mim, nem a Claudia, nem ao Carlos Afonso, nem a ninguém. Por imposição ética, ali mesmo comuniquei aos Marquinhos que eu estava fora da direção do Andirá e ele, por sua conta e risco, comunicou à reunião que o Andirá estava fora do campeonato. Saio do Andirá como entrei, pela porta da frente. E posso até voltar ao futebol acreano, mas nas categorias de base, onde estão a criançada e o futuro. Talvez assim a contribuição de um amador como eu tenha alguma valia para nossos esportes, pois os esforços que fiz nos últimos dois anos valeram pouco diante dos golpes baixos aplicados no futebol profissional acreano. Aliás, em se tratando de rasteira, justiça seja feita: privilegiado pela estatura, o danadinho do Toniquim dá golpe baixo de pé. * Jornalista e publicitário. Influenciado por José Chalub Leite, converteu-se ao Andirá em 1997 |
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