OPINIÃO
   EDITORIAL

Do Editor

 

Direitos do consumidor

No Acre parece que tudo só se resolve na base da pressão. Os consumidores têm que apelar para os órgãos fiscalizadores para verem seus direitos garantidos. Alguns conseguem; outros, os mais humildes, sequer sabem a quem recorrer quando são desrespeitados, mas o certo é que, seja pobre, seja rico, há sempre uma empresa ou instituição que não cumpre seu dever com aqueles a quem deveria ter tratamento prioritário.

Um exemplo é a vereadora Ariane Cadaxo, que ontem penou por mais de hora em uma fila para ter uma linha de telefone celular cancelada. Ela cansou de esperar, chamou a imprensa e pretende denunciar o fato na Câmara, durante a sessão de hoje.

Na sexta-feira, outro cliente também teve problemas, dessa vez na Caixa Econômica Federal. Ele ficou esperando por cerca de 45 minutos o atendimento e quando viu que, até chegar na boca do caixa teria que esperar pelo menos mais uma hora, reclamou ao gerente e exigiu atendimento imediato sob pena de denunciar ao Procon. O atendimento foi feito, mas o cliente saiu indignado da agência.

Os dois casos são apenas alguns dos que são registrados diariamente, seja no banco, seja na operadora de telefone ou mesmo em uma clínica médica. Os abusos são cometidos e só com ameaças de denúncias ao Procon ou Ministério Público é que a coisa anda.

Talvez o problema só venha melhorar quando as denúncias forem realmente efetivadas, não somente as de um ou de outro, mas de todos que são ofendidos em seu direito de consumidor ou de cidadão.

Afinal, é só com arrocho que se é reconhecido como tal.

 

 
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Rio Branco-AC, 19 de fevereiro de 2008
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