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Meirelles diz que Brasil está fortalecido para enfrentar crise Presidente do Banco Central teme que país não fique imune |
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São Paulo - O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, reafirmou ontem que o Brasil está suficientemente fortalecido para enfrentar os possíveis desdobramentos da crise nos Estados Unidos (EUA), mas reconheceu que o país não está totalmente imune. Segundo ele, o Banco Central e o governo estão preparados para adotar “medidas prudenciais” para evitar desequilíbrio bancário. “Que ninguém tenha a ilusão de que o Brasil ficará totalmente imune”, afirmou Meirelles, após um encontro com empresários em São Paulo. “O mundo é interdependente, globalizado.” De acordo com o presidente do Banco Central, nos últimos cinco anos, o Brasil ampliou em doze vezes sua capacidade de resgatar sua dívida externa líquida e eliminou sua dívida cambial. Com isso, tornou-se menos vulnerável a crises financeiras internacionais. Para Meirelles, o crescimento da economia está sendo puxado principalmente pela demanda interna, proporcionada pelo aumento do emprego, da renda e do crédito e, em menor parte, pelo crescimento das exportações. Segundo ele, os fatores macroeconômicos não são os geradores do crescimento, apenas possibilitam e proporcionam esse crescimento. “Nós vemos hoje claramente que o Brasil não desperdiçou o período de bonança [da economia mundial], aproveitando toda essa trajetória para se preparar para uma possível deterioração das condições globais, que parece que está ocorrendo. Com efeito, os indicadores de insolvência externa encontram-se hoje nos melhores níveis da nossa história”, destacou o presidente do Banco Central. “Se no final de 2002, por exemplo, o Brasil precisava acumular durante três anos o total de suas exportações para poder resgatar a sua dívida externa líquida, falamos hoje de alguns dias. Nossas reservas internacionais foram multiplicadas por doze, no mesmo período. Nossa dívida pública em relação ao produto [interno bruto, PIB] contraiu-se em 25% desde 2002; ao mesmo tempo, a exposição ao risco de juros foi gradualmente diminuída e a dívida cambial totalmente eliminada.” (Agência Brasil) |
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