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Geraldinho Mesquita é investigado Conselho de Ética do Senado começa a ouvir testemunhas da denúncia de que senador do PMDB cobrava mensalinhos |
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Brasília – “Senador do P-Sol cobra mensalinho”, “Senador do P-Sol adota o dízimo”, “Senador do P-Sol responderá a processo” e “Senador que cobrava mensalinho tenta acordo”. São por estas manchetes, estampadas em série pelo Jornal do Brasil nos meses de outubro e novembro do ano passado, que o primeiro a depor no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado contra o senador Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC) será o repórter do jornal carioca Hugo Marques. O depoimento do jornalista, marcado para as 10 horas da próxima terça-feira, é o primeiro de uma série que o Conselho de Ética do Senado vai tomar ao longo das próximas semanas ou meses para apurar se o senador eleito pelo PSB do Acre em 2002 e agora no PMDB cobrou ou não mensalinhos dos salários dos funcionários de seu gabinete. Se os depoimentos e investigações do conselho indicarem que o senador cobrou mensalinhos, a conseqüência será a perda de seu mandato. Segundo informou ontem a Assessoria de Imprensa do senador Geraldinho Mesquita, como ele é mais conhecido no Acre, o parlamentar irá enfrentar as acusações no Conselho de Ética da “forma mais tranqüila possível”, pois tudo não passou, segundo a assessoria, de armação de seus adversários políticos no Acre. “Vou mostrar as provas que indicam que o senador cobrou mensalinhos dos salários de funcionários”, disse ontem, no entanto, o repórter Hugo Marques, que publicou trechos das gravações feitas pelo ex-assistente parlamentar do senador, o jovem acreano Paulo Santos, em que não só denuncia a cobrança de mensalinhos de seus salários, como obtém a confissão da chefe do escritório do senador em Sena Madureira, Maria das Dores Siqueira da Silva - conhecida como Dóris - de que Geraldinho recolhe 40% dos salários de servidores lotados em seu gabinete. O jovem Paulo Santos, que já está processando o senador peemedebista na Justiça trabalhista, foi demitido por Geraldinho em janeiro do ano passado por reclamar do confisco mensal de seu salário. Geraldinho contratou Paulo Santos em janeiro de 2004 com salários em torno de R$ 1 mil mensais na condição de ele entregar R$ 400 ao senador. Paulo Santos disse que, em média, só ficava no final do mês com R$ 600. Esses valores e a ordem dada pelo senador Geraldinho para o recolhimento do dinheiro foram confirmados pela chefe do escritório Dóris nas conversas que ela teve por telefone com Paulo Santos, que foram todas gravadas pelo ex-funcionário do senador. As fitas com todas as gravações se encontram em poder do Jornal do Brasil, da Corregedoria e do Conselho de Ética do Senado Federal. Senador desmente toda a história Além do jornalista Hugo Marques, o Conselho de Ética, a pedido do relator do processo de cassação de Geraldinho por quebra de decoro parlamentar, senador Demóstenes Torres (PFL-GO), vai ouvir na seqüência o próprio Paulo Santos, a Dóris, outros servidores do gabinete citados nas gravações entre Paulo e Dóris, além do próprio senador, que já apresentou sua defesa prévia no Conselho de Ética desmentindo toda a história. Na medida em que for tomando os depoimentos das pessoas citadas na denúncia contra o senador do PMDB acreano, o Conselho de Ética poderá pedir as quebras de sigilos bancários, fiscais e telefônicos de todos os envolvidos no caso. “É preciso ampliar as investigações para que não paire dúvidas sobre o resultado que o Conselho de Ética vier a tomar sobre o caso”, disse recentemente o corregedor geral do Senado, senador Romeu Tuma (PFL-SP), que investigou a denúncia e pediu à Polícia Federal para tomar os depoimentos dos principais envolvidos. Atendendo ao pedido de investigação feito pelo P-Sol, partido em que o senador acreano estava filiado na época da denúncia, o corregedor concluiu seus trabalhos sugerindo ao presidente do Conselho de Ética, senador João Alberto Souza (PMDB-PI), que ampliasse as investigações abrindo, inclusive, os sigilos bancários, fiscais e telefônicos dos envolvidos. O processo de cassação do mandato do senador do PMDB por quebra de decoro parlamentar foi aberto no Conselho de Ética do Senado também a pedido do P-Sol através da senadora Heloísa Helena (AL), que na cerimônia de entrada de Geraldinho em seu partido, pousou com flores e largos sorrisos junto com outros radicais de seu novo partido, os deputados Babá (PA) e Luciana Genro (RS), que deixaram o PT por considerar que o partido do presidente Lula estava contaminado pela corrupção. Veja, nesta página, o quadro da composição do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar que irá julgar, nas próximas semanas ou meses (tudo vai depender do rumo das investigações) se o senador Geraldinho Mesquita, que também foi denunciado no início do ano passado por ser recordista de nepotismo no Senado, com o emprego de nove parentes, é ou não culpado de cobrar mensalinhos de servidores. Entre os membros do conselho, está o senador Sibá Machado, do PT acreano. |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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