COTIDIANO

Produtor Guilherme Francisco diz que cinema no Acre é feito “na raça”

 


Val Sales

O produtor cultural, Guilherme Francisco de Souza, contestou as declarações feitas pelo também produtor acreano, Adalberto Queiroz, de que a ausência de bons filmes estaria ligada à falta de interesse e de profissionalismo no setor. Guilherme, por sua vez, disse que o cinema está engatinhando e que nenhum produtor em Rio Branco é qualificado como profissional.

“Não dispomos de equipamentos profissionais. Nós trabalhamos de forma precária e fazemos cinema na raça. Temos pessoas que são pouco qualificadas até porque a própria Asacine não ministra oficinas de cinema”, ressaltou. Sentindo-se incomodado com as declarações do colega, Guilherme lembra que ele próprio foi uma das pessoas que se sentiram injustiçadas diante do resultado dos festivais acreanos de 2005 e 2006. Na época, o longa metragem “Retratos da Vida”, cotado pelo público para ser o ganhador do primeiro lugar, recebeu a segunda colocação depois de perder para dois curtas.

“Fomos injustiçados pela comissão julgadora, formada por pessoas que nada tinham a ver com a área do cinema. O festival não foi julgado com muita seriedade. Dois filmes ganharam o primeiro lugar e não acho certo darem dois prêmios de primeiro lugar”, reclamou. O produtor lembra que ficou desanimado e pensou em parar de produzir, mas foi incentivado pelos amigos a continuar.

“Este ano o festival não aconteceu por esses motivos, além da falta de incentivo. O coordenador na época era o próprio Adalberto Queiroz e, desde lá, não aceitamos o resultado”.

 

 
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Rio Branco-AC, 19 de março de 2008
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