| COTIDIANO | |
Abatedouros são vistoriados Abate de bovinos e suínos é acompanhado pelo Serviço de Inspeção Municipal (SIM) antes de chegar ao consumidor |
|
|
Consumidores rio-branquenses de carne bovina e suína já podem degustar o alimento com mais segurança. É que a prefeitura de Rio Branco reestruturou o Serviço de Inspeção Municipal (SIM), que tem por objetivo avaliar os processos de abatimento do gado nos abatedouros registrados da capital, antes do produto ser liberado para o consumo da população. O serviço não é nenhuma novidade, explica a coordenadora e veterinária do SIM, Márcia Parazi. Ele foi implantado há alguns anos para fiscalizar também os estabelecimentos que produzem alimentos de origem animal e derivados, mas atua principalmente nos abatedouros. Entretanto, a atividade nunca funcionou de forma tão intensificada. Segundo ela, hoje o município dispõe de uma equipe técnica composta por sete integrantes que fazem o acompanhamento direto de cada bovino ou suíno que vai ser abatido, avaliando o estado de saúde do animal antes de ele ser sacrificado. “Além do requisito básico, que é a vacinação adequada do animal, é verificado se ele apresenta alguma alteração nos órgãos ou ainda, no caso da fêmea, se ela está em fase de gestação. Se algo nesse sentido for constatado ele não passa para a sala de abatimento”, destacou a veterinária Cláudia Stehling, integrante da equipe do SIM. O acompanhamento das condições do animal continua após o abatimento. Significa que mesmo sem ter apresentando problemas durante a avaliação antes da morte do animal - processo conhecido com ante-morten – a equipe técnica faz novas avaliações dos órgãos, dessa vez com mais detalhamento. Tal processo é a garantia de que a carne que vai para os açougues e supermercados de Rio Branco é saudável, diz a veterinária Cláudia Stehling. “Alguns problemas só são detectados depois que o animal está morto. Daí a importância de analisar todos os órgãos do animal pra ver, por exemplo, se ele não possui Brucelose. Essa doença ao infectar o homem é capaz de provocar a infertilidade e em mulher, o aborto. É algo realmente perigoso”, completa. “Qualidade é garantia de mercado” Para o proprietário do Abatedouro Modelo, Marcos Benites, o acompanhamento do SIM nas atividades de seu estabelecimento é uma excelente iniciativa do município, pois além de poder levar uma carne mais saudável a população, atinge seus interesses pessoais. “A qualidade de um alimento é garantia de mercado”, disse Benites ao ressaltar que não faz economias quando o assunto é estrutura adequada do abatedouro. Prova disso é que o local possui uma sala de abate bem estruturada – onde são feitos de 80 a 100 abates por dia - higienização no processo de corte da carne e uma câmara de refrigeração para manter as carcaças conservadas até que sejam repassadas aos comerciantes. A partir do trabalho dos técnicos, que além de fazer inspeção do alimento é dar orientações aos donos de abatedouros, Benites disse que pretende implementar o processo de insensibilização dos animais com uma pistola de ar comprimido. O equipamento substitui a marreta utilizada para matar o animal. As vantagens são que além do processo ser mais rápido, é menos doloroso para o animal. População deve ficar atenta Paralelo a isso, a coordenadora disse que as inspeções regulares só são realizadas em abatedouros que possuem registro, sendo que da responsabilidade do município, são apenas o Abatedouro Modelo, que fica na estrada de Porto Acre e o abatedouro de suíno, localizado na estrada do Mutum. No Modelo, os abates acontecem de segunda-feira a sábado, o que exige a presença da equipe do SIM no local durante toda a semana. Já no de suínos, os abates são feitos às segundas, quartas e sextas-feiras. Portanto, os consumidores devem ficar atentos quanto ao local escolhido para efetuar a compra do alimento. O certo é que apenas a carne dos dois abatedouros citados é inspecionada pelo município. Se outro tipo não receber inspeção estadual e nem federal, não deve ser comprada, orienta a coordenadora do SIM. “A população tem que ter muito cuidado antes de comprar carne. Para isso, basta olhar se a carcaça do animal possui o carimbo do SIM. Se tiver o carimbo a qualidade da carne é garantida pelo município”, alerta. Carne clandestina Segundo a veterinária Claúdia, na capital existem muitos outros abatedouros que não recebem nenhum acompanhamento fiscal, sendo estes, considerados clandestinos. Neste caso, os comércios que oferecem esses alimentados não inspecionados são lacrados. “Esse é o procedimento que podemos utilizar para impedir que a carne sem inspeção possa ser comercializada: atingindo diretamente o comerciante que compra dos clandestinos”, frisou. Para realizar esse trabalho o SIM recebe o apoio da Vigilância Sanitária Municipal. Em apenas três meses de trabalho encabeçado pela atual gestão, foi detectado que dois terços da carne comercializada em Rio Branco é de origem clandestina. Paralelo à atividade, a veterinária anunciou que a prefeitura através do SIM lançará nos próximos meses uma campanha que visa alertar o consumidor, dando-lhes maiores orientações a cerca do consumo da carne de origem bovina e suína, bem como seus derivados. |
|
|
|
| COTIDIANO |
| COLUNAS |
| ENTREVISTA |
| ESPECIAL |
| ESPORTE |
| POLÍTICA |
| OPINIÃO |
| VIA PÚBLICA |
| VARIEDADES |
| EDIÇÕES |
| EXPEDIENTE |
| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Com Leonildo Rosas |
| ANCELMO GÓIS |
| Com Ancelmo Góis |
|
|