| OPINIÃO | ||
| OPINIÃO | ||
Maria Regina Canhos Vicentin * |
||
Como salvar seu casamento Outro dia eu estava conversando com a Maria e ela se mostrava profundamente magoada com seu marido. Não que ele lhe tivesse sido grosseiro, como alguns companheiros costumam ser, mas a sua indiferença é que a estava machucando. Maria casou-se cheia de sonhos, como a maior parte das mulheres, e é lógico que logo no início percebeu que o matrimônio não é assim tão cor-de-rosa. Na casa da sua mãe ela tinha tudo prontinho: comida feita, roupa lavada, casa limpinha. Quando se casou, tais responsabilidades passaram a ser dela. Lá vai Maria para o tanque, para o fogão, e junto das vassouras. Só que existia uma diferença básica entre ela e sua mãe, Maria casou-se trabalhando e estudando. Sim, ela queria um futuro melhor, e pensava que se fizesse um grande esforço, na certa teria a recompensa. Foram anos difíceis. Trabalhar e estudar, além de cuidar de uma casa, sinceramente é quase loucura. Ao final da semana você não tem ânimo pra nada. Só pensa em dormir, dormir, dormir. Mas, sabe como é, às vezes o sacrifício compensa. Nesses anos eles puderam construir a sua casa própria, afinal, marido e mulher estavam trabalhando fora. Maria tinha planos de ter uma vida sossegada logo mais. Resolveram encomendar o Júnior, a maior felicidade da vida dos dois. Meninão bonito que encheu de alegria aquela casa, e também de trabalho braçal: trocar fraldas, dar banho, fazer papinha, um sem-número de providências que todos vocês podem imaginar, principalmente quem já têm filhos. A Maria só não deu o sangue nessa época porque não é desse jeito que ele sai da veia, mas ela ficou um bagaço mesmo. Além de toda a transformação física, que fez dela uma mulher mais gorda e com mais estrias, o cansaço das noitadas em que o Júnior resolvia dar o maior baile foi o grande desafio desse momento. Muitos outros se seguiram, é claro, inclusive uma época em que o marido ficou desempregado e a Maria teve de trabalhar em dois empregos para poder sustentar a casa sozinha, mas eu vou encurtar a história para que vocês possam saber o que realmente a deixou tão magoada. Dá pra perceber que a Maria é uma pessoa forte, aliás, como a maioria das mulheres (desculpem-me os homens). Ela segurou e segura até hoje uma série de situações “barra-pesadas”, entretanto, também tem seus momentos de fraqueza, de fragilidade, de medo, de insegurança, coisas normais e passíveis de acontecer a todo ser humano. Nessas horas, ela gostaria de poder contar com o apoio de alguém, em especial dele, pessoa que ela escolheu para dividir a sua vida. Só que esse apoio não veio, não vem, não acontece. Ele está extremamente mais preocupado consigo mesmo do que com ela, sua companheira de tantos anos, de tantos momentos difíceis. Aquela que amamentou seu filho, cuidou de sua casa, cobriu a sua conta bancária, conversou com o seu patrão, socorreu na sua doença, e tantas outras coisas…, tem que se contentar com migalhas e procurar fazer sobreviver um casamento desgastado pela indiferença de uma das partes. Pra salvar um casamento é necessário o esforço conjunto das pessoas interessadas. A indiferença, o pouco caso, a acomodação, vão minando o relacionamento aos poucos e quando se nota ele já está bem solapado. Não deixe isso acontecer em sua vida. Esteja atento. Pode ser que ainda haja tempo para o marido de Maria reconhecer que está ao lado de uma grande mulher. Talvez, ele continue dormindo, abrindo espaço para algum aventureiro mais atento às necessidades dela. Depois não adianta chorar “pelo leite derramado”. O lance é cuidar para que não haja fervura!
|
||
|
||
| COTIDIANO |
| COLUNAS |
| ENTREVISTA |
| ESPECIAL |
| ESPORTE |
| POLÍTICA |
| OPINIÃO |
| VIA PÚBLICA |
| VARIEDADES |
| EDIÇÕES |
| EXPEDIENTE |
| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Com Leonildo Rosas |
| ANCELMO GÓIS |
| Com Ancelmo Góis |
|
|