COTIDIANO

Policiais federais cruzaram os braços por 24 horas

 


Whilley Araújo

Os policiais federais decidiram parar as atividades por 24 horas com o objetivo de pressionar o governo federal por ter descumprido o acordo de recomposição salarial da categoria. Fazia parte do combinado um reajuste de 60% aos policiais, divididos em duas parcelas, mas a segunda parcela, prevista para o mês de dezembro passado, ainda não foi paga.

Devido à paralisação, o andamento de investigações, fiscalização das fronteiras, emissão de passaportes e outros deixaram de ser efetuados ontem. Foram mantidas as atividades essenciais, como vigilância em carceragens e plantão.

No Acre, os policiais mandaram fazer uma cópia ampliada do acordo assinado pelo então ministro da Justiça, Marcio Thomaz Bastos, no qual se comprometia a pagar a reposição. Essa foi a forma pacífica que os federais usaram para demonstrar sua indignação.

Além do cumprimento do acordo, a categoria exige a implantação de uma lei orgânica para definir o Plano de Carreira do setor. “O governo acenou com uma reunião na semana passada, mas simplesmente não nos atendeu. Então para mostrar que nós estamos unidos realizamos essa paralisação de 24 horas”, afirma Jamyl Asfury, presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Acre (Sinpofac).

Asfury diz que a principal alegação do governo é que os federais não tinham esse acordo, o que é negado pelos policiais. “Nós tivemos ontem uma mobilização muito grande em Brasília, inclusive encorpada com agentes da Polícia Civil do Distrito Federal, aproximadamente três mil pessoas envolvidas na manifestação. Agora esperamos que o governo convoque pelo menos uma nova rodada de negociações”, ressalta.

O presidente esclarece que o objetivo da reivindicação não é prejudicar a população, mas “buscar o cumprimento de um acordo que já havia sido firmado”.

 

 
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Rio Branco-AC, 19 de abril de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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