COTIDIANO

Disputas internas no PFL vão parar na polícia

 


O PFL no Acre vive dias de muita tensão e brigas internas. A disputa pelo comando do partido chegou esta semana à polícia. Integrantes do grupo que quer tomar a legenda do seu presidente, o diplomata Chagas Freitas, aproveitando-se que o dirigente está viajando a Brasília e São Paulo, onde busca apoio da direção nacional do PFL para reorganizar a sigla no Estado para a campanha deste ano, invadiram terça-feira a sede da agremiação, expulsaram os poucos funcionários, trocaram as fechaduras das portas e deixaram um recado a Chagas Freitas: quem manda no PFL agora são eles.

À frente da invasão estava o assessor do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Euclides Bastos, membro da executiva e apoiador do delegado de polícia Messias Ribeiro, maior interessado em tirar Chagas Freitas do comando do partido.

Ontem, de São Paulo, onde manteve compromisso com políticos da alta cúpula pefelista, Chagas Freitas disse que estava decepcionado e ao mesmo tempo preocupado com os rumos da legenda no Acre. “Isso é um grande absurdo. Enquanto estou viajando, tratando de negócios que visam a reorganização e solidificação do partido, pessoas que só querem tirar proveitos pessoais utilizando o PFL ficam promovendo atos de vandalismo contra o patrimônio e a história da nossa sigla”, declarou.

Chagas Freitas lembrou que o interesse maior desse grupo é tomar o partido para fazer negociatas. O próprio delegado Messias Ribeiro, membro da executiva do PFL, quer que seu grupo assuma a legenda para ele ser indicado vice na chapa de Marcio Bittar. E perguntou: “Como um pessoal desse, que é capaz de atos de vandalismo como o praticado contra a sede do partido, quer se habilitar para governar o Estado?”.

“Eles estão querendo tumultuar. Querem se coligar com o PPS contrariando a lei da verticalização. O que estão querendo fazer não pode. Será que eles pensam que as eleições do Acre vão ser regidas pela Constituição boliviana? Eu estou muito tranqüilo porque tenho apoio da direção nacional. Estou resolvendo a campanha e quando voltar é para pôr o nosso bloco na rua. O PFL não será moeda de troca nessas eleições. Eles estão querendo fazer uma política pequena,enquanto nós estamos praticando política de idéias”, diz o presidente.

 

 
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Rio Branco-AC, 19 de maio de 2006
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