| POLÍTICA | |
Sinteac aluga cinco ônibus para garantir quorum em assembléia Chuva impediu a mobilização. Reunião é adiada para segunda |
|
A greve dos profissionais da educação, que dura cerca de três semanas, é enfraquecida a cada dia pela própria categoria com uma visível divisão entre a classe, em que muitos profissionais deixaram as ruas e retornaram para as escolas. Com a ausência de muitos manifestantes, a presidente do Sindicato de Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), Alcilene Gurgel, tenta fazer a mobilização com o que tem, e se a greve é o que ela chama de “último instrumento para alcançar o objetivo da categoria”, isso tem sido prioridade até mesmo para o caixa do sindicato, que vai gastar R$ 900 só com aluguel de cinco ônibus. Eles seriam usados ontem, mas com a forte chuva foram dispensados e serão alugados na próxima segunda-feira, quando passarão pelos cinco maiores dos nove zoneamentos de Rio Branco, recolhendo os grevistas que reclamam não ter mais dinheiro para comparecer às manifestações. Diferentemente dos demais anos, em que falta de quorum jamais representou problema nas mobilizações de greve feitas pelo Sinteac, esse é mais um assunto para o sindicato se preocupar. É exatamente isso que tem representado uma mudança na paralisação deste ano, causada pelo pedido de reajuste salarial de 27,6%. Ano passado o pedido foi de 12%, atendido em duas parcelas. O próximo encontro da categoria tem oportunidade de ser decisivo para uma possível trégua ou até o fim da paralisação. Na manifestação de segunda-feira, segundo a presidente do sindicato, será feita uma assembléia para avaliar se a categoria cessa a greve ou mantém até junho, quando o governo do Estado anunciou conversar com todos os sindicatos. Alcilene disse que se a categoria estivesse unida, o ideal era manter a greve até a conversa, mas como isso não está acontecendo, a assembléia decidirá isso. “Greve não é bom para ninguém, mas funciona como nosso último instrumento. Infelizmente nossa categoria está dividida, principalmente com as coisas que a vice-presidente do Sinteac, Almerinda Cunha, tem falado na imprensa, de que é a favor do governo e não aceita a greve”, diz. Quanto aos gastos com o aluguel de ônibus, de R$ 900, mais aluguel de carro de som e inserções na televisão com chamadas para a mobilização, Alcilene diz que é necessário gastar com isso, que a verba no caixa do Sinteac deve ser usada em prol da categoria. “E a greve representa isso.” |
|
| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
| |
| COTIDIANO |
| COLUNAS |
| EDITORIAL |
| ENTREVISTA |
| ESPECIAL |
| ESPORTE 20 |
| POLÍTICA |
| OPINIÃO |
| VARIEDADES |
| EDIÇÕES |
| EXPEDIENTE |