POLÍTICA

Norma de FHC impede acordo de eletricitários no Acre

 


Foram mais de oito horas de negociações no Hotel Pinheiro, entre as 13 e 21h30 da última quinta-feira, com um pequeno intervalo para o lanche. Mas nem assim os 14 diretores das empresas do Grupo Eletrobrás e cerca de 100 sindicalistas do setor elétrico nacional conseguiram se entender em torno de um Acordo Coletivo de Trabalho para 2007/2008.

Franklin Gonçalves, secretário de Energia da Federação Nacional dos Urbanitários (FNU) lê as cláusulas da pauta de negociações: os trabalhadores pedem 7,5% de reajuste salarial. Maurício Joseph diretor de Relações Sindicais da Eletrobrás, oferece 3% que, segundo ele é o índice de inflação do período. Os trabalhadores contra-argumentam e acabam levando mais 0,5% a título de ganho real. Pedem reajuste do tíquete-refeição para R$ 20,00 e levam R$ 19,05%.

Pedem isonomia dos planos de saúde para os trabalhadores de todas as empresas do Grupo. Joseph nega qualquer possibilidade de um acordo neste sentido alegando ser impedido pela CCE-9 (Conselho de Coordenação e Controle das Estatais), um dispositivo criado pelo governo de Fernando Henrique Cardoso que reduz os benefícios dos servidores contratados por concurso depois de 1996. Isso representa mais da metade dos trabalhadores do setor elétrico nacional.

Usando a CCE-9 como argumento, a Eletrobrás recusa várias outras cláusulas propostas pelos urbanitários. No final do embate, os números mostram que 56% de suas propostas (18) foram rejeitadas; 38% (12) são mantidas e apenas duas (6%) foram aceitas e, mesmo assim, parcialmente.

Diante de tal resultado, os sindicalistas passaram outras duas horas após o encerramento do encontro discutindo uma estratégia de ação para a próxima reunião, dia 4 de junho em Brasília. Estão convictos de que terão que mobilizar suas forças para derrubar a CCE-09. “Ela amarra nossa pauta”, afirma Gonçalves.

Por este motivo, os sindicatos de todo o país começam na próxima semana a articular suas bases para estudar um plano conjunto que pressione as bancadas federais dos Estados e os ministérios de Minas e Energia e Planejamento, além da própria Eletrobrás.

 
 
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Rio Branco-AC, 19 de maio de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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