POLÍTICA

BB libera R$ 3 milhões para museu e escola de meio ambiente

Obras serão realizadas no Parque Chico Mendes

Regiclay Saady
Ao centro, senador Tião Viana, prefeito Angelim e representantes do
BB durante assinatura do convênio


Whilley Araújo

Um convênio da ordem de R$ 3 milhões foi assinado ontem pelo vice-presidente do Banco do Brasil (BB) para área de crédito, Adésio Lima, e pelo prefeito de Rio Branco, Raimundo Angelim. Os investimentos serão utilizados na construção do Museu de Paleontologia e da Escola de Meio Ambiente da capital. Ambos os prédios serão erguidos no Parque Chico Mendes e o edital de licitação para as obras deve ser publicado em dez dias.

Durante a solenidade, Adésio afirmou que o Acre “entusiasma o país, tanto pela sua importância histórica, quanto pela antecipação à tendência dos negócios ecologicamente sustentáveis”, como é o Álcool Verde, que vem sendo desenvolvido no Estado.

“Temos a premência de ser um banco responsável por implantar a política sustentável para o Brasil, e tenho certeza de que este governo está fazendo uma revolução libertária nesse sentido”, destacou Lima, que estava acompanhado de Sérgio Nazaré, diretor do BB para área de governo, do superintendente da Região Norte, Lauro Sander, de Ronaldo Freitas, superintendente da instituição financeira no Acre, e de outros diretores e servidores do banco.

Além da Escola de Meio Ambiente e do Museu de Paleontologia, o encontro serviu para formalizar políticas de melhorias no atendimento bancário aos 5,5 mil servidores municipais. Entre as metas está a oferta de créditos especiais para os funcionários e o melhoramento do atendimento nas agências.

“O mais importante é que esse contrato tem a contrapartida do BB, que vem oferecer para nossos servidores recursos a juros baixíssimos e consignados, nós temos nossas contas mantidas nessa instituição e com isso o Banco do Brasil está repassando investimentos para que a prefeitura invista em seu plano de governo”, assegurou Angelim.

O prefeito ressaltou que a Escola de Meio Ambiente e o museu serão as prioridades iniciais, no intuito de mostrar aos turistas, às crianças e a população em geral a riqueza fóssil que existe no Acre. “Os recursos também servirão para amenizar a situação de penúria que se encontra o prédio da prefeitura no centro da cidade. Restaurando todo seu projeto elétrico, hidráulico e, se sobrar algo, mudar a fachada também”, acrescentou.

Preocupação e responsabilidade com Rio Branco

Angelim fez um balanço de sua gestão, do início até agora, destacando que muito do que já foi feito só foi possível graças à parceria sólida do município com o Banco do Brasil. Relembrando algumas ações, ele citou a importância de Rio Branco para o Estado, por concentrar 46% da população de todo o Acre, o equivalente a 314.126 habitantes, a qual somente 12% vive na zona rural.

“Por isso, temos feito um trabalho muito criterioso, visando, principalmente, o futuro da nossa capital e a criação do plano diretor da cidade e do plano diretor rural, que já está em andamento, bem como o estudo sobre o nosso solo”, destacou.

Prestigiando a assinatura do convênio, o senador Tião Viana (PT/AC), comentou a situação que a atual gestão enfrentou quando assumiu o município. “Era uma cidade completamente abandonada, onde sequer tinha um sistema de coleta de lixo, e o descontrole administrativo era total nas diversas pastas”, afirmou. “O grande desafio da humanidade, segundo um dos principais estudiosos de nosso tempo, é promover a responsabilidade social com a união dos agentes públicos com os privados, e isso o Banco do Brasil vem fazendo, olhando também para o setor público com muito carinho e dedicação.”

 
 
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Rio Branco-AC, 19 de maio de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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