| COLUNA | ||
| SAÚDE | ||
Com Val Sales |
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O que você precisa saber sobre a enxaqueca A enxaqueca é um problema de saúde que atinge um número considerável de pessoas na sociedade. Para cada dez indivíduos na população adulta, aproximadamente três mulheres e um homem são portadores da doença. Chegou a hora de tirar as dúvidas, conhecer melhor as causas e efeitos e parar de ter dor de cabeça com a enxaqueca.
“A enxaqueca é uma manifestação sintomática, que na maioria das vezes, se apresenta com dor de cabeça, náusea, tontura, aversão a barulho, luz e odores fortes”, lembra o médico. Nem sempre a pessoa precisa apresentar todos esses sintomas para que seja feito um diagnóstico de enxaqueca. Renato explica ainda que a doença não se transmite de pessoa para pessoa. O sujeito já nasce com essa tendência. É uma predisposição genética e que depende de fatores externos do organismo para que possa se manifestar. Existem mais de 300 doenças que podem gerar dor de cabeça. Porém, a enxaqueca é uma dor pura e não necessita, para que ela exista, que o sujeito tenha alguma doença no cérebro ou em outro local do corpo. Alguns pacientes realizam exames de ressonância magnética, tomografia, eletroencefalograma e sangue, mas nada é detectado, já que a doença não é conseqüência de outra. Aproveite a oportunidade e faça uma consulta gratuita sobre o assunto, sem precisar sair de casa ou contar minutos em uma sala de espera. Que fatores influem na manifestação dos sintomas? A enxaqueca está relacionada com a depressão, ansiedade, estresse, e principalmente ao hábito alimentar e hábitos do dia a dia. Podemos citar como exemplo a insônia, e o fato de pessoas que dormem muito tempo por causa de um determinado horário de serviço. Quem não se alimenta no horário adequado ou tem o período de jejum prolongado também acaba manifestando esse quadro sintomático em função da sua predisposição natural. Que alimentos e que substâncias estimulam o aparecimento dos sintomas? Podemos citar a Tiramina – um aminoácido; o Glutamatomonossódico – usado em tempero industrial e o Aspartato – usado no adoçante dietético. Outra substância é a Cafeína - presente no chá-mate, café e refrigerantes, além do álcool, amplamente consumido na sociedade. O que fazer quando a dor de cabeça chega? Já tive casos de pacientes que tomavam dez comprimidos de Dipirona por dia. É importante que a pessoa procure em primeiro lugar um médico para que seja orientada quanto à maneira correta de se tratar. Em segundo, evitar ao máximo consumir medicação por conta própria. O que o senhor diz dos analgésicos efetivos de cabeceira do paciente? As pessoas acabam ficando dependentes do analgésico, e num determinado momento a enxaqueca acaba se transformando em um problema mais sério. Esses analgésicos levam a uma série de efeitos colaterais de reações adversas, principalmente na parte do rim e do fígado, que pode comprometer o sujeito em um espaço relativamente curto de tempo. E quando a dor de cabeça interfere das atividades diárias? As pessoas que apresentam dor de cabeça com uma freqüência razoável podem apresentar outros sintomas. A união desses acaba interferindo na capacidade de o indivíduo manter uma vida independente. Ele acaba tendo que faltar ao trabalho e fica impossibilitado de realizar outras atividades inerentes à vida pessoal, o que acaba gerando um custo social alto. O que ocorre no cérebro que desencadeia os sintomas? Uma disfunção na troca de hormônios e neuro-transmissores. O sujeito pode apresentar essa disfunção, em primeiro lugar, por um fator genético ou hereditário envolvido. É comum encontrar vários portadores de enxaqueca em uma mesma família. (Renato Moreira Fonseca possui formação em Neurologia no Hospital Miguel Couto/RJ, Hospital do Lago/RJ, Faculdade de Medicina Fundação da Serra dos Órgãos/RJ e membro titular da Academia Brasileira de Neurologia. |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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