POLÍTICA

Ciro Gomes e Flávio Dino debatem Reforma Política no Acre

Deputados participam de sessão especial na Assembléia Legislativa

Odair Leal/Aleac
Ciro é cotado para disputar a
Presidência da República em 2010


Renata Brasileiro

Os deputados federais Ciro Gomes (PSB) e Flávio Dino (PCdoB) estiveram na Assembléia Legislativa do Acre (Aleac) durante toda a manhã de ontem palestrando para instituições e parlamentares acreanos sobre a Reforma Política Brasileira, cujo projeto tramita na Câmara Federal.

O tema, que vem ganhando grande espaço no congresso nacional entre os partidos, é polêmico por se tratar da regulamentação da organização partidária e política do Brasil.

Flávio Dino foi o deputado federal que mais apresentou proposta para o projeto de Reforma Política – que deverá ser votado ainda essa semana. Ele defende a lista pré-ordenada, o financiamento público de campanha, e o prolongamento dos atuais mandatos dos prefeitos e vereadores até 2010 para que sejam unificados a eleição no Brasil de uma única vez. Durante a palestra, Dino citou os argumentos contidos no projeto com o objetivo de provocar a reflexão de todos os políticos e da sociedade.

“Será que estamos no pior sistema político? E o que devemos mudar? Essas são as perguntas que nos exige uma boa reflexão. É lógico que não estamos no pior sistema, o que não impede que mudemos muita coisa para buscar melhoria em nossa política”, destacou.

O deputado acredita que é uma desmoralização da política afirmar que o Brasil está no pior sistema. Ele argumentou que o Brasil é um dos únicos lugares do mundo onde a Justiça Eleitoral funciona de verdade e organiza os partidos políticos de maneira democrática.

“Nós temos aqui as urnas eletrônicas, que surgiram a partir de uma preocupação nossa; temos o cadastro nacional de eleitores, que impede a repetição de votos feitos por uma pessoa; a obrigatoriedade de prestação de contas do dinheiro gasto em campanha; e mais recentemente foi aprovada na Câmara Federal a lei 11.300, que impede a distribuição de brindes e a realização de showmícios em época de campanha. Tudo isso já é fruto de uma reforma política que passamos constantemente”, abordou.

Estiveram presentes à Assembléia o vice-governador do Estado, César Messias, o vice-prefeito de Rio Branco, Raimundo Angelim, a deputada federal Perpétua Almeida (PC do B), o reitor da Universidade Federal do Acre (Ufac) Jonas Filho, secretários de Estado e do município, além das organizações civis e institucionais presentes ao salão Deputada Marina Silva.

Para o presidente da Assembléia Legislativa, deputado Edvaldo Magalhães (PC do B), trazer o debate sobre reforma política para o Estado ajuda a consolidar o processo democrático acreano.

“Todos dizem que precisamos ter uma reforma política há muito tempo, mas ainda não conseguiu se construir um consenso em torno dessa reforma, o que nós queremos é aproximar esse debate dos agentes políticos do nosso Acre”, disse.

Num estudo apresentado pela Corporação Latino-Barômetro, em 2003, apenas 37% da população brasileira se mostrou satisfeita com a atual estrutura política. Magalhães acredita que o atual modelo político encontra-se esgotado e que ele é o principal causador das atuais crises, principalmente no que se refere aos financiamentos de campanhas por empresas privadas. O modelo ideal de reforma política do presidente precisa ampliar as reformas democráticas e garantir o fortalecimento dos partidos políticos.

Ciro: “A consciência política deve partir de todos”

O deputado federal Ciro Gomes fez uma ampla defesa aos políticos durante a sua explanação na Aleac. Para ele, a política tem se apresentado de forma inconseqüente, não pelos escândalos em rede nacional, mas pela falta de democracia que vem de todos.

“Criou-se um julgamento de que político só fala mentira, só faz promessas e está no poder para sugar o povo. A população precisa estar mais consciente na hora de votar e fazer isso tendo a certeza de que aquela escolha não vai beneficiar o político eleito, mas sim trazer benefícios para a população”, enfatizou.

Para ele, não existe experiência de desenvolvimento sustentável se não for visualizado a participação do poder público, do privado e uma academia que equilibre as ações. “É preciso que todos participem deste processo político para que ele dê certo. Não adianta fazer reforma, se apenas alguns assumem a sua parte”, completou Gomes.

 
 
© Copyright Página 20 todos os direitos reservados    -      Imprimir       -       TOPO
Rio Branco-AC, 19 de junho de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
P E S Q U I S A

 COTIDIANO
 COLUNAS
 EDITORIAL
 ENTREVISTA
 ESPECIAL
 ESPORTE 20
 POLÍTICA
 OPINIÃO
 VARIEDADES
 EDIÇÕES
 EXPEDIENTE
 E-MAIL