VARIEDADES

Poeta amigo da Escola

Mauro Modesto é homenageado como Amigo da Escola Clínio Brandão

Regiclay Saady
Mauro Modesto: “Estou à disposição
de toda a comunidade estudantil”


Val Sales

O poeta Mauro Modesto foi homenageado na última quinta-feira como Amigo da Escola Clínio Brandão, ocasião em que a instituição comemorava seus 60 anos de fundação. O trabalho de estímulo à poesia na comunidade estudantil começou quando ele ainda era presidente da Academia Acreana de Letras e realizando recitais para os alunos das diversas escolas da capital.

A dedicação de Modesto aos estudantes da Clínio Brandão, localizada na Estrada da Floresta, existe desde que a instituição ainda não dispunha de uma biblioteca própria. Nesse tempo, o poeta realizava recitais e fazia a doação de livros, visando estimular a leitura entre as mais de 500 crianças e adolescentes que estudam no local.

“A gente tem participado muito da Clínio Brandão e conta com o apoio irrestrito do corpo de professores. Sempre digo que eles fiquem à vontade para me procurar. E estarei sempre à disposição da comunidade estudantil”, ressaltou.

Ele próprio assume que está muito presente na escola Clínio Brandão, assim como gostaria de estar mais junto de outras instituições no Estado. “Quando era presidente da Academia Acreana de Letras, fazia dezenas conferências nas escolas. Mas agora, apesar de sempre me colocar à disposição, elas não me procuram”, reclama.

Apesar do desabafo do poeta, nesta terça-feira ele estará realizando um recital também na escola Manoel Machado, no bairro Belo Jardim. Para ele, é preciso que o brasileiro seja preparado para tomar conta da riqueza do país e do seu povo. Para isso, assegura, a nova geração tem que ser orientada, para que as falcatruas que estão acontecendo e envolvendo parte dos representantes do país não se repitam.

“Parece que o país está apodrecendo cada dia e a gente só vai sair dessa lama se preparar a juventude, principalmente a criança, para o amanhã”, completou. O poeta defende uma atenção especial por parte dos gestores em relação à educação nos Estados. Para ele, a formação e acompanhamento do cidadão, desde a sua infância, significarão uma segurança para as gerações futuras.

Reconhecimento nacional

Enquanto realiza um tratamento de saúde no Estado de São Paulo, o poeta Mauro Modesto aproveita o período para ressaltar seu trabalho e a cultura do Acre no Sudeste do país. No dia 23 de janeiro deste ano ele foi chamado pela Associação Cultural Casa do Acre e pela Federação das Academias de Letras do Brasil para prestar uma homenagem à novelista Gloria Perez, por ocasião do lançamento da minissérie “Amazônia - de Galvez a Chico Mendes”.

Já no dia 5 do mês seguinte Modesto substituiu a novelista acreana em uma conferência sobre a Amazônia, em virtude de ela não ter podido comparecer por causa de compromissos de trabalho. “No dia 12 a Federação me mandou buscar novamente em São Paulo para fazer um recital no Rio de Janeiro para marcar o encerramento da minissérie”, lembrou.

Ao se referir aos eventos em que se fez presente nos últimos meses, Modesto brinca,e trata a questão como se fosse uma despedida da vida terrena. Disse isso repetindo a afirmação de um de seus ídolos na música, o “Rei do Baião” Luiz Gonzaga. O cantor teria falado sobre o assunto com ele durante uma entrevista cedida pouco antes de participar de uma homenagem especial da Rede Globo. Para Gonzaga, o tributo lhe parecia um prenúncio de morte. “Acho que esse também é o meu caso.”

 

 
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Rio Branco-AC, 19 de junho de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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