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Defesa contra o abuso sexual Deputada Perpétua Almeida ganha na atriz Brendha Hadad uma aliada no combate à prática criminosa |
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“Até interpretar a Ritinha eu não tinha a menor idéia de como a violência sexual afeta a vida das vítimas. Quando gravamos as cenas do estupro da Ritinha, eu fiquei tão abalada,que precisamos parar a gravação para que eu conseguisse me recompor. Depois disso fiquei imaginando o quanto sofrem na vida real as pessoas que passam por esse tipo de agressão. Foi então que entrei em contato com a deputada Perpétua Almeida e me coloquei à sua disposição para auxiliar no trabalho que ela vem desenvolvendo nesse sentido”, disse Brendha que cumpriu nesta semana uma agenda com a deputada comunista no interior do estado, alertando as possíveis vítimas e distribuindo cartilhas que ensinam as crianças e adolescentes a identificar e escapar de situações de risco. “Não basta indignar-se com o que se vê. O que precisamos, cada um de nós, é trocar a lente de omissão e descaso, pelo engajamento. Para que possamos evitar que crianças continuem sendo abusadas e para que as denúncias sejam feitas e as penas severamente aplicadas”, disse a deputada Perpétua Almeida do PC do B, comovida com o despreendimento da atriz Brendha Hadad que pela primeira vez se deslocou para o interior do estado, firme na decisão de fazer um trabalho social. Brendha que encarou a viagem de carro até Feijó e Tarauacá, participou da distribuição de mais de 400 cartilhas, contra a violência sexual, elaboradas pelo gabinete da deputada Perpétua Almeida (PC do B). O evento que lotou o teatro municipal de Tarauacá, contou ainda com a apresentação de uma peça de teatro com artistas locais sobre o tema. Brendha Hadad autografou todas as cartilhas. A violência sexual contra crianças e adolescentes é um fenômeno complexo, permeado pelo silêncio e pelo medo. A principal dificuldade, é a ausência de denúncias dos abusos, em sua maioria cometidos por parentes ou pessoas conhecidas das crianças. E é tão intenso, que segundo a Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência (ABRAPIA), atinge sete crianças e adolescentes por hora no Brasil, independente da classe social. A exploração sexual de crianças é crime previsto não somente no artigo 244 do código penal, mas encontra amparo também em legislações nacionais e internacionais, como pactos, convenções e protocolos que protegem a infância e a adolescência. Mesmo assim é um crime que não pára de crescer. Pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB), realizaram um estudo com o Unicef, que comprova a ocorrência de exploração comercial sexual de crianças e adolescentes em 937 cidades brasileiras. 109 delas localizadas na Região Norte do país. E, o mapeamento da Polícia Rodoviária Federal, realizado em maio deste ano, identificou um aumento de mais de 56% nos casos de exploração sexual infantil no Brasil, em relação a 2006. Por outro lado, o perfil do abusador, traçado por psiquiatras, indica que ele também tem problemas e precisa de atendimento. “O abusador não pára sozinho. Ele precisa ser identificado e atendido para que pare. Ele não deixar de abusar da noite para o dia. Geralmente é um adulto que sofreu abuso sexual na infância. Fato comprovado historicamente. Os imperadores romanos, inclusive Calígula, que marcou as páginas da história com loucura e devassidão, sofreu abuso do próprio tio. Proteger nossas crianças, é proteger a coletividade e o futuro do país em todos os sentidos, inclusive a sanidade de nossa gente”, disse Perpétua. | |
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