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Erick
Venâncio Lima do Nascimento OAB/DF nº 19.959 |
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À COMISSÃO DO JOVEM ADVOGADO Erick Venâncio Lima do Nascimento “Creio, e sempre acreditei que, em matéria de justiça e brio, não há categorias. Entendo, e sempre entendi que nos primeiros anos da vida é que se há de cultivar com mais mimo a flor da sensibilidade moral. Penso, e nunca deixei de pensar que de moço é que o homem se habitua, pelo exemplo dos seus mestres e superiores, a ser reto e zeloso da sua dignidade.” Rui Barbosa Não raras vezes o mestre Rui Barbosa nos assusta com o poder profético de suas lições. Isto porque, em repetidos momentos de nossas vidas, vivenciamos situações que nos fazem crer que suas palavras nos foram diretamente dirigidas, num aconselhamento cúmplice e reservado. A sua oração aos moços é o fiel retrato desta constatação. Se fôssemos dotados de capacidade, vontade e determinação em cumprir com o legado de retidão moral, dever cívico, paixão pelo direito e respeito às instituições deixados por nosso mais genial Jurista, certamente o nobre mister que é a advocacia não padeceria dos males que nos afligem e fazem com que aqueles que se acodem de nosso socorro o façam com tamanha desconfiança e restrição. Felizmente, parcela significativa da jovem advocacia acreana, a exemplo do que previu Rui, tem dado mostras de que a advocacia não se faz apenas de interesses pessoais e ambições individuais, mas também de retidão e zelo à dignidade da profissão que nos acolheu, de respeito institucional, de relacionamento de classe e engrandecimento profissional. Essas treze pessoas (nos primeiros anos de suas vidas profissionais), num louvável ato de desprendimento, têm abdicado de significativa parcela de seus afazeres pessoais em prol de uma causa que por muito tempo ficou relegada a um secundarismo que não lhe pode ser afeto: elevar a advocacia acreana a um patamar técnico, ético e social por décadas negligenciados. Para cumprir isto que foi tomado por missão, somos portadores de um entusiasmo e crença em que conseguiremos fazê-lo absolutos. É de se destacar a consideração com a qual temos sido tratados por nossa presidência seccional, consideração esta fruto da nova mentalidade que nos assoma. Com a nova gestão da OAB/AC, ousou-se sonhar em dedicar espaço ao jovem advogado, aquele recém egresso da faculdade, que se depara com o teratológico e ultra-saturado mercado de trabalho, por vezes covarde, personalista e antiético. A este profissional, têm sido disponibilizadas ferramentas de gestão profissional, relacionamento institucional, formação continuada e comunicação direta, além da representatividade de seus específicos interesses junto ao Conselho Seccional. Nem se fale do resgate da auto-estima profissional. Talvez o maior e mais reluzente legado desta nova era. Há cerca de um ano, neste mesmo espaço, foi publicado um artigo intitulado “11 de agosto, Dia do Advogado; no Acre, nada a comemorar”. Nele, após narrar a situação pela qual atravessava a advocacia acreana, seu autor desfechava suas reflexões numa dilacerante conclusão “Neste dia 11 de agosto celebra-se em todo o Brasil o dia do advogado, porém, no Acre, por enquanto, nada a comemorar.”. Ao seu autor, aos estudantes de direito e a todos os advogados acreanos, em especial aos jovens profissionais da advocacia, passada a Semana do Advogado 2007, temos notícias alvissareiras: no último dia 11 de agosto, muito a comemorar... e muito mais a sonhar e realizar. * Jovem Advogado. |
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Erick Venâncio
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