COTIDIANO
 COLUNAS
 EDITORIAL
 ENTREVISTA
 ESPECIAL
 POLÍTICA
 OPINIÃO
 VARIEDADES
 EDIÇÕES
 EXPEDIENTE
 E-MAIL
 
POLÍTICA

Energia elétrica mais barata para quem tem renda baixa

Mourão defende tarifa social para consumidores com até três salários


Está em funcionamento na Câmara dos Deputados uma Comissão Especial para analisar o projeto de lei 1921/99 do Senado Federal, que cria a tarifa social de energia elétrica para consumidores de baixa renda. Pelo projeto, os consumidores com renda de até três salários mínimos (R$ 1.140), pagarão uma tarifa social de R$ 2 por mês, pelo prazo de cinco anos.

O deputado Nilson Mourão que foi indicado pela liderança do PT na Câmara como membro titular dessa Comissão, defende a mudança nos critérios de seleção das famílias beneficiadas. Em março de 2002, a Lei 10.438 elaborou os critérios de enquadramento do consumidor de baixa renda. Primeiro, definiu como de baixa renda o consumidor que tem consumo mensal inferior a 80 kWh. Esse fato, segundo Nilson Mourão, provoca a inclusão de consumidores que não são de baixa renda, como aqueles que têm casas de praia e por apresentar baixo consumo, por exemplo, se beneficiam com os descontos. Outro critério da lei define como baixa renda o consumo entre 80 kWh e o limite de 220 kWh, se o usuário estiver inscrito em programas sociais do governo federal. “O limite de 220 kWh para obtenção do desconto mostra-se injusto para numerosas famílias de baixa renda”, destacou. O parlamentar afirmou ainda que há estados que cobram ICMS inclusive sobre o desconto dado ao consumidor de baixa renda. “O consumidor de baixa renda vem pagando imposto também sobre a parcela que é descontada. Quer dizer, se tiver desconto de R$ 10 na conta ele paga imposto sobre esses R$ 10, o que é um verdadeiro absurdo”, criticou.

Para Nilson Mourão, o critério mais justo para inclusão no programa de descontos na conta de energia elétrica é o de renda familiar. Dessa forma, seriam excluídos aqueles que, apesar de terem condições financeiras, usufruem do benefício porque consomem menos de 80 kWh/mês, e poderiam ser incluídas as famílias maiores, que são de baixa renda mas consomem acima do limite atual. Hoje, há diferentes limites regionais a partir dos quais o desconto é retirado. As faixas de desconto são: de 0 a 30 kWh/mês, desconto de 65%; de 31 a 100 kWh/mês, 40%; e de 101 ao limite regional, 10%. “Defendo a proposta de eliminar esse critério de consumo e passar a ter só o critério de renda. Essa renda seria um limite regional. Ou seja, cada região teria um limite porque a renda do Acre é diferente da de São Paulo”, afirmou o deputado.

Pela situação atual, 14 milhões de famílias que têm consumo inferior a 80kWh/mês têm direito à tarifa social de baixa renda. Segundo Nilson Mourão, ao se definir um novo critério para a tarifa de energia reduzida, mais consumidores serão beneficiados. “Com diferenciação por região e com o critério único de renda, em lugar de consumo, poderemos ampliar o número de usuários beneficiados para 20 milhões, aproximadamente”, defendeu.

A Comissão está ouvindo ministros e especialistas da área e nos próximos dias deverá colocar em votação o projeto para entrar em vigor.

 
 
© Copyright Página 20 todos os direitos reservados    -      Imprimir       -       TOPO
Rio Branco-AC, 19 de agosto de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Com Leonildo Rosas
 
 
P E S Q U I S A